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Represa se aproxima de nível crítico em SP

Metro, Em foco, p. 4
13 de Nov de 2007

Represa se aproxima de nível crítico em SP
Mudança em medição "turbinou" volume do Cantareira

Uma alteração no sistema de medição fez com que o baixo nível de represas do sistema Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, fosse "turbinado" em 17,5%.
O nível atual do sistema é de 32,4%, mas se for aplicada a base anterior a 2004, sua capacidade está em apenas 14,9%, segundo levantamento feito pelo ISA (Instituto Socioambiental). A ONG lança dia 21 a campanha "De Olho nos Mananciais", para evitar o desperdício.
Essa marca inferior a 15% lembra a crise vivida em 2003.
Desde aquela época, quando o volume chegou a 1% da capacidade em dezembro, o Cantareira não registrava baixa tão severa. No fim de outubro de 2003, estava em 5,4%. Em outubro deste ano, ficou em 11,7% - ou 29,2% pela medição nova, "turbinada".
O que mudou
O ganho no volume útil foi determinado em agosto de 2004, com a renovação da outorga do sistema Cantareira (autorização para retirar água das represas).
A ANA (Agência Nacional de Águas) deixou a Sabesp captar água em nível mais baixo.
Até agosto de 2004, só se usava líquido situado a no mínimo 829 metros acima do nível do mar. Com a nova outorga, o limite baixou para 820,8 m.
O problema é que esse nível era uma reserva,uma espécie de garantia, para evitar o colapso do sistema. É sobre essa reserva que a Sabesp agora avança. A nova outorga vale por dez anos - a anterior durou 30.
"Se a média de chuvas seguir abaixo da média até março, a situação ficará crítica", diz Marussia Whately, coordenadora da campanha do ISA. Até outubro, a precipitação acumulada foi de 1.026,5 milímetros; a média histórica é de 1.195,1 mm.
"A água é mais poluí da [em níveis mais baixos], sobe o cus to", afirma Nilton Seuaciuc, assistente-executivo da Diretoria Metropolitana da Sabesp.
Roberto Pellim emfoco@publimetro.com.br

Metro, 13/11/2007, Em foco, p. 4

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