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11 de Mar de 2016
A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, ainda cumpre agenda em Dourados na manhã desta sexta-feira (11). A especialista visita o país para identificar as violações aos direitos e dificuldades enfrentadas pelos indígenas no Brasil.
De acordo com o indígena e vereador Aguilera de Souza (PSDC), em decorrência de outros compromissos a relatora acabou atrasando a chegada no município na tarde de quinta-feira (10), com isso visitou apenas um acampamento indígena, localizado as margens da Perimetral Norte.
A área é particular foi invadida no sábado passado, e o clima no local foi tenso durante toda semana.
"Não a encontrei ainda, tínhamos uma agenda na tarde de ontem (10), mas devido a outros compromissos ela atrasou toda a programação e por isso ficou para hoje. Estou aguardando a assessoria dela me ligar para remarcar esse encontro que está previsto para esta manhã", comentou Aguilera.
O vereador disse ainda que o encontro pode acontecer entre as 10h e 12h, em local ainda não definido. O objetivo da visita de Victoria é ouvir as lideranças indígenas sobre a questão dos conflitos, saber deles a situação em que estão.
Segundo o vereador, a relatora não irá visitar as aldeias.
"O que me passaram é que ela visitaria apenas os acampamentos, por conta do objetivo que é acompanhar as questões dos conflitos de terras. Devido a isso ela não irá visitar as aldeias de Dourados e sim se reunir com as lideranças indígenas e algumas instituições governamentais e com isso estou aguardando", explicou.
Entre as atividades que a relatora teria em Dourados na noite de quinta (10), estava agendada uma reunião com o poder público as 19h, que também não aconteceu devido ao atraso nos outros compromissos que teve no Estado.
Victória está no Brasil, desde o dia 7 de março e deve permanecer no país até o dia 17 do qual participará de uma coletiva de imprensa em Brasília. Ela também irá visitar os estados da Bahia e Pará.
Durante a permanência no país, está previsto ainda que a relatora deverá se reunir com o governo e funcionários da ONU, assim como diversas organizações da sociedade civil e de direitos humanos, outros atores não estatais, incluindo aqueles que trabalham com direitos dos povos indígenas.
Após sua visita, a relatora especial apresentará um relatório com suas conclusões e recomendações ao Governo brasileiro e ao Conselho de Direitos Humanos em setembro de 2016.
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