O Globo, Economia, p.30
07 de Dez de 2005
Região Norte já tem 20% do rebanho bovino do país, que aumentou 4,5%
Mariza Louven
O rebanho bovino comercial brasileiro totalizou 204,5 milhões de animais no ano passado, o maior do mundo, segundo a Pesquisa da Produção Pecuária Municipal divulgada ontem pelo IBGE. O crescimento de 4,58% sobre 2003, bem acima da expansão populacional (em torno de 1,5% ao ano), foi impulsionado pelas exportações de carne o país é o primeiro do ranking internacional num ano em que a febre aftosa não causou os mesmos problemas que em 2005. A expansão do rebanho bovino só perdeu para a de cabritos (4,86%).
A soja exerceu forte concorrência com a pecuária. Ocupou 21,6 milhões de hectares em 2004, empurrando o gado para a Amazônia. Por isso, apesar de a Região Centro-Oeste concentrar 34,8% do rebanho bovino, o Norte é onde a pecuária mais cresce, reunindo já 19,45% dos animais em 2004. Dos dez principais municípios em rebanho bovino, oito estão em Mato Grosso e dois no Pará: São Félix do Xingu, o segundo maior de todos, e Marabá, o oitavo.
A criação de bovinos é uma opção econômica que se firma na Amazônia. O vigoroso crescimento na região está relacionado à expansão da economia de fronteira disse o chefe da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Flávio Bolliger.
A soja concorreu com a pecuária e também com a cultura do milho, mas devido a condições climáticas desfavoráveis sua produção caiu 4,56% e ficou em 49,6 milhões de toneladas em 2004. Segundo a pesquisa sobre a produção agrícola também divulgada ontem pelo IBGE, apesar disso o Brasil foi responsável por 24% da produção mundial de soja, mantendo a segunda posição no ranking internacional.
Outra pesquisa (Produção Vegetal e Silvicultura) trouxe dado positivo para o meio ambiente. Foram coletados 87,5 milhões de metros cúbicos de madeira em áreas de vegetação nativa, 12,22% menos que em 2003.
O Globo, 07/12/2005, p. 30
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