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Autor: Luciana La Fortezza
19 de Nov de 2007
A reestruturação pela qual passa a Fundação Nacional do Índio (Funai) em todo País, que prevê inclusive a transferência da regional do órgão federal de Bauru para Santos, ocorre à revelia das aldeias situadas em Avaí. A queixa partiu dos próprios caciques que, reunidos, agendaram para amanhã um encontro com o atual administrador da regional em Bauru, Cristino Aparecido Cabreira Machado.
"Nós temos o direito de participar. Queremos saber o que vai acontecer. Muitos funcionários da Funai são índios", explica o cacique a tribo Teregua, Anildo Lulu. Ontem, ele tentou protocolar no órgão o convite para a reunião, mas em virtude do ponto facultativo não havia ninguém no local.
De acordo com Lulu, as aldeias querem aproveitar a oportunidade para demonstrar interesse nas mudanças, que também teriam sido provocadas pela pressão feita pelo grupo de caciques. Em maio deste ano, eles fizeram um levante contra o administrador anterior, Newton Machado Bueno.
Ao acompanhar a reestruturação, os caciques esperam proteger suas tribos e resolver questões, como por exemplo, as relacionadas a recursos financeiros - o montante liberado para a compra de óleo diesel, além de conserto e manutenção de máquinas agrícolas seria insuficiente, dizem os caciques.
Qualquer queixa registrada em Avaí, a partir do início do próximo ano, quando a regional da Funai estará sediada em Santos, deverá ser encaminhada para um escritório local destinado às articulações junto às lideranças indígenas.
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