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Autor: Felipe Carvalho
17 de Nov de 2010
O aumento da incidência de chuvas no Amazonas não está suficiente para que a cheia dos rios amazônicos atinja um estágio pleno. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a recuperação do Rio Negro e do Rio Solimões está mais lento que nos anos anteriores. A instituição também alerta para o fato de que os afluentes da região do Alto Rio Negro continuam em processo de seca.
De acordo com o 35o Boletim do Monitoramento Hidrológico da CPRM, desde o dia 24 de outubro, data em que o Rio Negro atingiu a menor marca da história (13,63 metros), até 12 de novembro, o rio que banha Manaus subiu apenas 0,77m.
A recuperação vagarosa do Rio Negro ao longo dos 19 dias fica mais evidentemente se comparada a outros períodos, como em 1963, ano da segunda maior estiagem do Amazonas. Naquela época, depois de atingir o nível mínimo, o Rio Negro precisou de apenas 15 dias para encher 1,36m.
O chefe da CPRM, geólogo Marco Antônio Oliveira, afirma que a culpa da lentidão do 'crescimento' do Rio Negro e do Rio Solimões vai além da falta de chuvas no Norte do Amazonas. Ele destaca que o nível das águas subterrâneas do Estado também está muito abaixo do normal.
Para Oliveira, outro ponto que tem retraído a elevação dos rios é o 'repiquete'. O fenômeno pode ser descrito como uma enchente rápida, seguida de nova seca dos rios. Esta alteração do nível fluvial tem atingido principalmente a localidade de Itapéua, na bacia Rio Solimões/Amazonas.
Margem direita
Segundo o Boletim de Monitoramento do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), as chuvas estão mais intensas nas regiões do sudoeste e sul do Amazonas. O fato tem favorecido os rios da margem direito do Rio Amazonas, como os Rios Purus e Rio Madeira. De acordo com o chefe do CPRM, estes rios já estão em processo de enchente.
Lado oposto
Apesar da ascenção dos números, Oliveira afirma que o Amazonas ainda vive o período da seca em algumas regiões. Segundo o chefe da CPRM, ao contrários dos afluentes da margem direita, o nível do rios que cruzam a região do Alto Rio Negro, no norte do Estado, continuam caindo.
De acordo com o geólogo, os municípios de Tabatinga (distante 1.105km de Manaus), São Gabriel da Cachoeira e Barcelos irão enfrentar a estiagem até meados de fevereiro de 2011.
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