OESP, Política, p. A7
13 de Ago de 2016
Recriação de pasta desagrada a ruralistas
Isadora Peron / BRASÍLIA
A decisão do governo do presidente em exercício Michel Temer de recriar em setembro o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) desagradou aos nomes da bancada ruralista do Congresso. O anúncio foi feito anteontem, pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), a volta da pasta, que cuida de temas como a reforma agrária, vai de encontro ao discurso de austeridade adotado por Temer quando ele assumiu o governo em maio, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo. "O governo assumiu com um compromisso de fazer cortes, ter uma contenção de gastos. Mas hoje você encontra situações completamente diversas daquele que foi o compromisso, com a recriação de ministérios e reajuste para servidores", disse Caiado.
A mesma opinião do senador tem o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), para quem o retorno do MDA é "absolutamente desnecessário". "Já tem ministério demais no Brasil."
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) também criticou o retorno da pasta. "Ceder a esse tipo de pressão, antes de discutir a política do setor, é uma notícia desnecessária para um período de turbulência como esse", afirmou.
Apesar de alguma resistência, houve apoio à iniciativa. "O governo acerta", disse o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária. Em junho, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) intermediou encontro entre Temer e o ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) José Rainha Júnior, no qual o ativista pediu a ele a recriação do MDA.
OESP, 13/08/2106, Política, p. A7
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