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RAPOSA/SERRA DO SOL - CIR pede agilidade nos levantamentos

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Rebeca Lopes
02 de Fev de 2006

Integrantes do Conselho Indígena de Roraima (CIR) se reuniram a portas fechadas ontem, com representantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Comitê Gestor e Funai (Fundação Nacional do Índio). Eles cobraram agilidade nos trabalhos que estão sendo realizados nas propriedades localizadas dentro da terra indígena Raposa/Serra do Sol. O prazo fixado pela portaria presidencial, que homologou de forma contínua a área, termina em dia 15 de abril próximo.
A reunião teria acontecido a pedido do CIR, a qual, segundo seu coordenador, Marinaldo Trajano, serviu para tratar de vários assuntos, entre eles sobre a agilização por parte do Grupo de Trabalho responsável pelo levantamento. "Existe muita gente querendo sair de lá [área], mas aguarda que concluam os laudos das propriedades", disse.
Com a realização da 35ª Assembléia Estadual dos Povos Indígenas de Roraima, a acontecer no período de 7 a 10 de fevereiro, na comunidade de Maturuca, na Raposa/Serra do Sol, Trajano informou que teriam surgido ameaças por parte de não-índios dispostos a fazer bloqueio na estrada.
Para garantir o livre acesso das lideranças e representantes de entidades ligadas à causa indígena, o coordenador do CIR pediu reforço, especialmente da PF. "Ninguém pode garantir se vão ou não bloquear a estrada, mas queremos garantir que as lideranças tenham acesso a Maturuca", afirmou, complementando que na reunião a PF, MPF e Funai ficaram de dar uma resposta sobre o pedido.
Trajano mencionou que na reunião os indígenas solicitaram aos representantes que apurem o furto de 69 cabeças de gado da região de Surumu, comunidade de Nova Vitória, que aconteceu em novembro do ano passado. Segundo ele, até hoje os moradores aguardam uma resposta

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