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Autor: Rebeca Lopes
30 de Jan de 2007
A Fundação Nacional do Índio (Funai) aguarda liberação de recursos federais para dar continuidade aos trabalhos de retirada de não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, em especial para notificar os arrozeiros, que recorreram à Justiça para continuar na área.
De acordo com o administrador substituto da Funai, José Raimundo Batista da Silva, cerca de 70% dos não-índios foram retirados. O restante inclui os arrozeiros e moradores de áreas como Vila Pereira, Mutum, Colônia Miang e localidades no Município de Normandia.
A expectativa é que os próximos dois meses sejam suficientes para conclusão dos trabalhos. Acreditamos que em março a área estará totalmente desintrusada, comentou Raimundo, enfatizando ser preciso aguardar a decisão da Justiça para fazer a retirada dos arrozeiros.
Responsável pelo reassentamento dos que saíram da área, o Incra atendeu 209 pessoas aptas a serem reassentadas. Nove ainda estão em processo de seleção, em que são checados se os candidatos se encaixam no perfil da reforma agrária, como, por exemplo, não ser funcionário público.
Cerca de 62 pessoas receberam autorização para ocupar lotes de até 100 hectares no Projeto de Assentamento Nova Amazônia e seis foram levadas para outros projetos. A demanda para áreas de 500ha é de 68 famílias, sendo que 27 delas já ocuparam lotes na região do Murupu, no PA Nova Amazônia, e seis estão em processo de ocupação no mesmo local.
Conforme a Assessoria de Comunicação do Incra, o restante das famílias com direito a áreas de 500ha será atendido tão logo o órgão conclua levantamento realizado nos municípios de Alto Alegre e Bonfim.
O órgão ofereceu áreas em todos os projetos de assentamentos. Na lista de espera de famílias precisando de lotes com até 100ha existem 73 nomes. Mais nove famílias pleiteiam áreas de 100ha a 360ha, mas a documentação ainda passa por análise técnica para saber se os interessados atendem aos requisitos legais para ocupação.
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