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R$ 1,4 bilhão para hidrelétricas

CB, Economia, p.11
16 de Dez de 2003

R$ 1,4 bilhão para hidrelétricas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,4 bilhão para investimentos em cinco usinas hidrelétricas. Estes investimentos propiciarão um incremento de 4.640 megawatts (MW) de energia ao parque gerador brasileiro. Para o gerente da Área de Energia do BNDES, Nelson Siffert, os recursos demonstram a importância que o governo concede ao setor elétrico no processo de crescimento econômico. A previsão é de que o órgão feche o ano com financiamentos de R$ 6 bilhões para esta área. "0 setor de energia não pode ser um ponto de estrangulamento ao crescimento econômico", afirmou.
Serão beneficiadas a Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA), três usinas em Itiquira (MT) e uma no Complexo Energético Rio das Antas (RS). No caso de Tucuruí, a usina terá financiamento de R$ 931 milhões. A Eletronorte ampliará a capacidade da usina, localizada no rio Tocantins, passando de 4.245 megawatt (MW) para 8.370 MW. Os recursos representam 24% do investimento total, estimado em R$ 3,8 bilhões. A Eletronorte deverá recorrer ao mercado de capitais para captar o restante.
Segundo Siffert é possível que a ampliação da capacidade da usina possa ocorrer com recursos originados de "emissão de debêntures dos fundos de pensão", setor que já sinalizou interesse em apoiar investimentos de infra-estrutura.
No Complexo Energético de Rio das Antas, o BNDES vai financiar R$ 435,8 milhões de um investimento total de R$ 657,8 milhões. O projeto é formado pelas usinas de Montes Claros, Castro Alves e 14 de Julho, situadas no Rio Grande do Sul. As obras vão permitir a geração de 360 MW de potência instalada.
Já a Itiquira Energética S/A terá recursos de R$ 85 milhões do BNDES, em um investimento total de R$ 362,6 milhões, 0 projeto prevê a construção de uma usina hidrelétrica no município de Itiquira (MT), com capacidade de geração de 156 MW
AES
Após um dia de reunião sem um acordo final, continua hoje a negociação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o grupo americano AES. 0 banco quer fechar o acordo com a AES que troca uma dívida de US$ 1,2 bilhão pela participação do BNDES em uma nova empresa controladora da Eletropaulo. A dívida refere-se ao empréstimo concedido à AES quando adquiriu a Eletropaulo quando esta foi privatizada. 0 principal entrave corresponde a uma garantia dada a um empréstimo de US$ 300 milhões feito pelo grupo nos Estados Unidos.

CB, 16/12/2003, Economia, p. 11

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