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Autor: Paulo Fernandes
07 de Jun de 2011
A questão fundiária indígena foi o assunto que dominou a sessão desta terça-feira (7/6) na Assembleia Legislativa.
O produtor rural Ricardo Bacha ocupou a tribuna para pedir ajuda da Casa de Leis contra a "situação de pré-horror" em que, segundo ele, vivem as famílias dos fazendeiros em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti.
Para ele, é uma tragédia anunciada. "Vai acontecer um desastre em Sidrolândia se ninguém fizer nada", afirmou. Terras foram invadidas por índios da etnia Terena e o clima é de tensão entre produtores e indígenas.
Bacha explicou que os índios invadiram propriedades tituladas que ainda estão sub judice e que eles depredaram e saquearam sede de uma propriedade rural e mataram várias cabeças de gado. "Dizimaram mais de 100 cabeças de gado, herança do meu avô", disse. "Invadiram a fazenda 3R e comeram todo o gado. O que não comeram levaram para a aldeia", disse.
Ele acusou a Funai (Fundação Nacional do Índio) de incentivar a invasão de terras. "A Funai só conhece o lado dos índios", afirmou. "Estamos vivendo uma situação de barbárie"
O proprietário rural afirmou ainda que o direito de ir e vir é desrespeitado com o bloqueio de estrada. "É a força bruta sobre a força da lei", completou.
Em seguida, foi a vez do agente em indigenismo da Funai (Fundação Nacional do Índio), Ricardo Rao responder a acusação de que a entidade incentiva invasões.
"Quero repelir a atuação de que nós estaríamos incentivando as invasões. O nosso trabalho tem sido de contensão. A Funai é um órgão de Estado que defende a legalidade", afirmou.
Ricardo Rao defendeu que seja encontrada uma solução pacífica para o conflito.
O presidente Jerson Domingos (PMDB) e os deputados Mara Caseiro (PTdoB), Zé Teixeira (DEM), Pedro Kemp (PT) e Eduardo Rocha (PMDB) também falaram sobre o assunto. Todos defendem uma solução pacífica para o problema.
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