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Questão fundiária e setor produtivo são os assuntos mais debatidos no legislativo

Brasil Norte-Boa Vista-RR
22 de Fev de 2003

A primeira semana de atividades da quarta legislatura da Assembléia de Roraima mostrou como preocupação principal dos parlamentares dois assuntos: setor produtivo e questão fundiária. Esse último foi o tema mais discutido e não faltaram críticas à postura do governo federal tratar esse problema.
O deputado Sérgio Ferreira (PPS), por exemplo, considerou abusos contra a população roraimense a falta de definição de reservas indígenas e a não transferências das terras locais para o domínio do Estado. "O Governo Federal deveria pagar uma indenização ao de Roraima", enfatizou.
Segundo o parlamentar, a incerteza está causando entraves ao desenvolvimento do Estado, impossibilitando, inclusive, a instalação de projetos visando o crescimento do setor primário. "Isso acontece porque não temos segurança de conseguirmos o registro das nossas terras", reclamou Sérgio Ferreira.
Na avaliação dele, "é imprescindível que as autoridades federais compreendam a complexidade da temática indígena na região Norte. No caso de Roraima, a maioria dos índios quer participar do progresso, o que comprova ser possível à convivência harmônica entre todos os povos".
União
Para o deputado Gute Brasil (PSB), os parlamentares estaduais e federais devem atuar em conjunto para que Roraima mostre sua força política, sugerindo à Mesa Diretora a votação de uma Moção de Apoio ao projeto apresentado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PPS), no Congresso Nacional.
"A proposição visando que as questões indígenas sejam discutidas na Câmara e no Senado é adequada para solucionar num amplo diálogo democrático os impasses gerador por demarcações no Brasil, principalmente em Roraima, onde a situação é mais delicada", ressaltou Gute Brasil.
Mudança
De acordo com o líder do PPS na Assembléia, deputado Airton Cascavel, o povo de Roraima é o maior prejudicado com as divergências e conflitos em torno das demarcações. "O impasse tem afetado duramente o setor primário, que não tem sido privilegiado como deveria", lamentou.
Aírton Cascavel enfatizou que somente agora com o governo Flamarion Portela houve uma mudança de ação para se reverter essa problemática social que se tornou a questão fundiária. "Chegamos ao ponto máximo de ver o Estado entrar com uma ação judicial contra o Incra".

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