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Quase 270 hectares de vegetação da Mata Atlântica foram destruídos com rompimento de barragem, em Brumadinho

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Autor: Suzana Camargo
30 de jan de 2019

Quase 270 hectares de vegetação da Mata Atlântica foram destruídos com rompimento de barragem, em Brumadinho
30 de janeiro de 2019

Suzana Camargo

O Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama divulgou ontem (30/01) o primeiro levantamento sobre a dimensão do impacto ambiental do rompimento da barragem de mineração da Vale, em Brumadinho (MG).

Segundo dados obtidos através de comparação feita com imagens de satélite, antes e após o acidente, 269,84 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica foram destruídos, algo equivalente a 377 campos de futebol.

Os mapas do Cenima mostram uma área que vai desde a mina do Córrego do Feijão até a confluência com o rio Paraopeba. A análise revela ainda os rejeitos de mineração devastaram 133,27 hectares de mata e 70,65 hectares de Áreas de Proteção Permanente (APP), ao longo de cursos d'água afetados pelos resíduos de mineração.

No sábado (26/01), o Ibama multou a Vale em R$250 milhões pela "responsabilidade na catástrofe socioambiental". O resultado dos primeiros exames feitos com a água do rio Paraopeba foram divulgados no final da noite. Foram recolhidas amostras de 47 pontos diferentes. Em comunicado conjunto, as Secretarias de Estado de Saúde, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais alertaram que a água apresenta risco à saúde humana e animal. Foram encontrados valores até 21 vezes acima do aceitável de mercúrio e chumbo. Também foi detectada a presença de níquel, cádmio e zinco, em um dos pontos de monitoramento.

A contaminação da água foi observada desde a confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até o município de Pará de Minas.

E qual será o impacto dos 12 milhões de metros cúbicos de lama sobre outros recursos naturais e a vida animal da região? Apesar de a Vale afirmar que os dejetos não são tóxicos, especialistas dizem que haverá contaminação do solo também. A da água já está confirmada.

No caso do desastre de Mariana, quando a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, se rompeu em 2015, os prejuízos ambientais ainda hoje, mais de três anos depois, continuam a ser percebidos.Dois anos depois da tragédia, o minério ainda contaminava a água do Espírito Santo, da Bahia e do Rio de Janeiro

Outra dúvida que fica. A Vale ficará responsável pela recuperação de toda essa mata nativa destruída? Fará o replantio da vegetação e das árvores?

*Com informação do jornal O Estado de S. Paulo

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