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Quartiero quer CPI da Raposa Serra do Sol

Jornal BV - http://www.folhabv.com.br/
Autor: Vaneza Targino
19 de Set de 2011

Uma ampla discussão sobre o pedido de revisão do processo demarcatório da Terra Indígena Raposa Serra do Sol foi o tema da entrevista com o deputado federal Paulo Cesar Quartiero (DEM), no programa Agenda da Semana, na Rádio Folha AM 1020, apresentado aos domingos pelo administrador Marcelo Nunes.

Ele disse que a discussão nacional trazida pela divulgação da situação dos índios e não índios por importantes veículos de comunicação como a revista Veja, a Globo e a Band reforçam o que ele sempre defendeu e apontam para o momento de revisar a demarcação da Raposa. Ao lado do presidente da Federação das associações de moradores do Estado de Roraima (Famerr), Faradilson Mesquita, ele falou em CPI para investigar o caso. "Muitas coisas estão ocultas e temos que discutir isso novamente. Foi vendido o interesse nacional e temos obrigações para recompor e repensar", disse.

"Queremos que os deputados encabecem uma CPI da Raposa. Tem muitas coisas que não foram explicadas", acrescentou Mesquita, ao questionar a situação de muitos produtores e suas famílias que foram desrespeitadas e estão em condições subumanas.

"Começamos uma campanha tímida, com publicidade em outdoor e adesivos. A ferocidade do governo federal vem levantando a minha vida e já vieram 12 processos para me incriminar. São ações criminais contra a ordem nacional, como o chute atômico", reclamou, ao reforçar que os processos não vão intimidá-lo.

Paulo César comentou sobre a situação e cenário de abandono que os índios vivem na área demarcada, que foi mostrado pela mídia nacional e o "desastre" que vários índios e não índios, retirados da reserva, estão vivendo há mais de um ano.

"Essa questão da Raposa coloca em evidência que as pessoas saíram e não receberam a sua indenização. Atualmente Roraima é um estado inviável e não existe projeto de desenvolvimento. Para criar projetos, necessitamos de elementos que são os recursos naturais, hídricos e minerais, mas eles estão bloqueados. Não tem nem como fazer", disse.

"A Raposa é a nossa grife e através dela que poderemos discutir a política que foi feita em Roraima", ponderou, ao lembrar a necessidade de se discutir o que o governo federal fez no Estado. "Temos que dar repercussão ao fato indiscutível de que Roraima foi inviabilizado, para dar um norte e abrir caminho para o desenvolvimento. Acho importante o debate feito na Câmara Federal com audiência pública, onde colocamos em pauta este assunto", destacou.

Ele disse que a sua avaliação foi amplamente divulgada pela mídia nacional. "Foi a Veja, a Band e agora o Jornal Nacional. Todos viram a mesma situação. Agora temos que aproveitar este assunto para buscar uma solução", destacou.

Faradilson Mesquita explicou que a reunião realizada na semana passada, no auditório da Federação da Agricultura do Estado de Roraima (Faer), propôs a instalação do comitê para cobrar a revisão da área indígena.

Mesquita lembrou que o momento é propício para mostrar a real situação de Roraima. "Então, é o momento de pedir revisão da Raposa Serra do Sol, porque foi uma decisão equivocada e neste sentido ocorre no Brasil, quanto a esse sentimento, da injustiça cometida em Roraima também em todo o país. Na verdade após a homologação e a execução da operação Upatakon, ocorreu uma grande ilusão e a Raposa tem essa marca da injustiça cometida ao nosso povo", reforçou.

Faradilson explicou que começou a campanha "Raposa Revisão Já", justificando a necessidade de se debater as formas aplicadas, pelo governo federal, para chegar até a homologação da área. "O deputado teve uma presença extraordinária e para reavaliar a situação de Roraima na pauta nacional", disse, ao lembrar que a reunião realizada em Boa Vista, entre associação, sindicatos e a sociedade civil organizada formou um comitê que pretende realizar ações e mobilizações em Roraima.

http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=116259

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