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Projetos de hidroelétricas na Amazônia não preveem eclusas

Na Hora - http://nahoraonline.com.br
06 de out de 2011

Em sua análise sobre as hidrovias da Amazônia Legal, Renato Casali Pavan, presidente da Macrologistica Consultoria, diz que o problema da hidrovia do rio Madeira está na falta de eclusas na região onde estão sendo construídas as hidroelétricas de Santo Antonio e Jirau, a montante de Porto Velho, o que inviabiliza todo o tramo sul da hidrovia. "A falta das eclusas impede a navegação e reduz substancialmente a competitividade dos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso, além de parte da Bolívia. O tramo norte, por sua vez, opera com enormes dificuldades e necessita de obras que melhorem a navegabilidade durante todo o ano", observa.

Já a hidrovia do rio Araguaia, prossegue Pavan, que tem grande importância para o leste do estado do Mato Grosso, também está inviabilizada pela falta de obras que proporcionem a transposição da Corredeira de Santa Isabel que, após serem construídas, necessitam também de dragagem, derrocagem e sinalização.

Pavan, que está envolvido nos projetos Norte Competitivo e Sul Competitivo, lembra que outra importante hidrovia para o transporte de cargas do estado mato-grossense é a do rio Tocantins, que também atenderia à demanda logística do Maranhão, Pará, além do estado que leva o nome do rio. Mas ele lamenta que tal rota está inviabilizada. "Para ativá-la, entre as intervenções necessárias está o término da construção da eclusa de Lageado, a construção da eclusa da hidrelétrica de Estreito, a derrocagem de 43 quilômetros no Pedral de São Lourenço e a dragagem do canal do Quiriri, até 17 metros, que permitirá ao Porto de Vila do Conde operar com navios tipo Cape-Size, cujo custo de frete é bem menor em relação aos navios tipo Panamax operados atualmente pelo Porto".

A hidrovia dos rios Teles Pires/Juruena-Tapajós também está se tornando inviável, reclama Renato Casali Pavan. Ele revela que no rio Teles Pires está prevista a instalação de cinco hidroelétricas, mas todas sem eclusas, como já acontece na Usina Teles Pires, em fase de construção, o que já a inviabiliza.

"No estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), essa hidrovia é considerada a mais importante. Sozinha, diminuiria o custo do transporte da região amazônica em um bilhão de reais anuais. É onde se revela o mais preocupante cenário, já que a sua inviabilização tira toda a competitividade da Amazônia Legal".

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