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Projeto UÇÁ dá início a operação "Limpa Oca" na Baía de Guanabara durante a "I Limpeza Nacional de Mangues"

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Autor: Redação Portal Agência O Globo Dino
26 de set de 2018

Projeto UÇÁ dá início a operação "Limpa Oca" na Baía de Guanabara durante a "I Limpeza Nacional de Mangues"
27 DE SETEMBRO DE 2018 - Horário 11:10

Projetos /

De fundamental importância para o equilíbrio ambiental e para a manutenção da vida marinha, os manguezais vêm sofrendo em uma taxa de degradação de três a cinco vezes maior do que a média de desflorestamento (segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). No dia 29 de setembro, durante o movimento global "Clean Up Day" - que reúne pessoas em 150 países para implementar mudanças duradouras para acabar com a epidemia de resíduos - instituições que atuam na preservação desse ecossistema no Brasil se unem na "I Limpeza Nacional de Mangues".

Capitaneados pelo Ecomuseu Natural do Mangue, a ação de limpeza acontecerá na APA de Guapimirim, na baixada fluminense do Rio de Janeiro, através de mutirão "Limpa Oca" do Projeto UÇÁ com o patrocínio da Petrobras - por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A limpeza nacional se estende por São Paulo (Instituto Terra e Mar), Pernambuco (Prefeitura Municipal de Sirinháem), Ceará (Soluthec) e Maranhão (LAMA - Laboratório de Manguezais UFMA), envolvendo além dos projetos e ONGs, os catadores de caranguejo, pescadores e comunidades ribeirinhas. "Os manguezais no Brasil perderam 20% de sua área em 15 anos. Para garantir sua sobrevivência, é necessário o entendimento de que a responsabilidade é de todos", alerta a geógrafa Fabiana Pinho, que após a ação trabalhará os dados coletados para a criação em definitivo de uma rede de proteção e ações em prol do manguezal no Brasil.

No Rio de Janeiro, lixo ameaça a vida na Baía de Guanabara

Dentro da Estação Ecológica da Guanabara (ESEC Guanabara), na área do manguezal na APA de Guapi-Mirim, a ação de retirada de resíduos sólidos se estenderá por 3 meses com a ação "LimpaOca" criada pelo Projeto UÇÁ - com a parceria dos próprios pescadores da Cooperativa Manguezal Fluminense, ACAPESCA (Associação de Catadores de Caranguejo e Pescadores de Itambi) e a ACCAM (Associação de Catadores de Caranguejo de Magé). "O despejo de lixo e esgoto se torna gravíssimo visto que tratamos de uma área de berçário da Baía de Guanabara, onde inúmeras espécies habitam ou passam no período de desova. Os manguezais fornecem ainda segurança alimentar, são filtros biológicos, proteção contra erosão e condições climáticas extremas e ainda tem vital importância socioeconômica, sendo útil, direta e indiretamente para mais de 10 milhões de pessoas que fazem parte da bacia contribuinte da Baía", explica o presidente da ONG Guardiões do Mar e coordenador nacional do Projeto Uçá, o Pedro Belga.

Com sede em São Gonçalo, o Projeto Uçá atua em outros sete municípios: Niterói, Guapimirim, Maricá, Magé e Itaboraí, Cachoeiras de Macacu e Teresópolis, conhecendo de perto os desafios da poluição na Baia da Guanabara. Apenas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapi-Mirim, o projeto já retirou mais de 14.000 kg de resíduos sólidos em mutirões com as comunidades costeiras - de banheiro químico a plásticos, vidro, todo tipo de lixo! Por isso, entre os objetivos da ação, também estão avaliar qualitativa e quantitativamente a chegada desses resíduos à área de proteção permanente, para sensibilizar o olhar e o comportamento da sociedade com relação aos ecossistemas costeiros. "Todos sabem que o lixo além de impactar o meio ambiente é levado por rios, mares lagoas e um dos grandes fatores causadores de enchentes. Na Baía de Guanabara desembocam cerca 55 rios, o trabalho não pode parar", conclui Pedro Belga.

O Projeto Uçá - com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental - já reflorestou em 4 anos mais de 182 mil m2 de manguezais, o que equivale a mais de 24 campos de futebol do maracanã. Além de ser objeto de artigos, trabalhos de conclusão de curso e uma dissertação de Mestrado, para o biênio 2018-2020, ele vai atuar na melhoria da qualidade ambiental em 08 municípios da região da bacia contribuinte da Baía de Guanabara. Serão feitas ações de manutenção e monitoramento de manguezais, educação ambiental e produção de conhecimento científico de forma sustentável, priorizando os pescadores e catadores e caranguejo. O objetivo é contribuir para o conceito de "Lixo zero" e as práticas corretas de descarte de resíduos sólidos na Baía.

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