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Projeto TerraClass mostra números do desflorestamento na Amazônia Legal

Agência Pará de Notícias - http://www.agenciapara.com.br/
Autor: Dede Mesquita
12 de Jun de 2013

Assessores técnicos e convidados participaram, na manhã desta quarta-feira, 12, no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), de uma palestra sobre o projeto TerraClass, elaborado com o objetivo de produzir um mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal. Os resultados apresentados hoje se referem ao ano de 2010, segundo análises do Projeto de Mapeamento de Desflorestamento (PRODES).

A palestra foi proferida pelo coordenador técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental), Adriano Venturieri. Esses mesmos dados já haviam sido apresentados em Brasília, no último dia 5 de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, e mostram como o mapeamento de áreas desflorestadas na região amazônica pode ser útil para as políticas públicas, trabalhos e projetos desenvolvidos por entidades como a Sagri, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Financiadora e Estudos e Projetos (FINEP) foram os financiadores e executores do projeto Terra Class, com a parceria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério do Meio Ambiente.

O mapeamento é feito de dois em dois anos. No mapeamento atual, de 2010, foi feito um comparativo com os dados de 2008, que mostram, entre outros pontos, que o aumento das áreas de vegetação secundária, ou seja, desflorestamentos que foram abandonados e que estão em processo de regeneração, correspondem a 22%, diferente dos 21% verificados em 2008. Os dados também apontam para o aumento das áreas voltadas para a agricultura mecanizada, que em 2010 ocupavam 5,4% da região.

Para Adriano Venturieri, o estudo mostra que houve um crescimento nas áreas de vegetação secundária e um avanço da agricultura mecanizada sobre as áreas de pastagem (5,39%). Já no Pará, houve redução nas áreas de pastagens, que, todavia, ainda representam 66% da região mapeada.

Venturieri enfatiza que o trabalho do TerraClass está ainda no início. "Esta apresentação é começo de um outro processo, que passa a ser comparativo. Teremos que trabalhar junto com órgãos, como Sagri, Sema e Adepará, para que, a partir de um cruzamento de dados, façamos uma co-relação sobre rebanhos, produção animal e vegetal, para entender como está sendo feita essa dinâmica de expansão ou retração das áreas desflorestadas", disse o coordenador.

A secretária adjunta da Sagri, Eliana Zacca, disse que os dados do TerraClass serão utilizados nos projetos da Secretaria. "Com esses dados temos condições de saber onde poderemos atuar com mais ênfase, como o programa de Agricultura Baixo Carbono (ABC), por exemplo, direcionando ações para conter o desmatamento ilegal e planejar melhor as ações das entidades no estado do Pará", acrescentou.

O mapeamento do TerraClass considera 12 classes de estudos que são: agricultura anual, área não observada, área urbana, mineração, mosaico de ocupação (onde se verifica as áreas de agricultura familiar), pasto limpo, pasto com solo exposto, pasto sujo, reflorestamento, regeneração com pasto, vegetação secundária (também chamada de capoeira) e outros (que não estão em nenhuma das classificações citadas).

O mapeamento das áreas desflorestadas com base no biênio 2011-2012, já está sendo feito e deve ter os dados divulgados até o final de 2013. O estudo detalhado do projeto TerraClass pode ser acessado no site http://www.inpe.br/cra/projetos_pesquisas/terraclass2010.php.

http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=128398

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