Gazeta de Cuiabá
Autor: Téo Meneses
21 de Mai de 2007
"O que a gente quer é participar desse processo. Não podemos ficar de fora de um debate tão importante para nós". Essa é a opinião do líder pareci Genilson Kezomae, de Tangará da Serra (município a 240 km de Cuiabá), ao se referir aos projetos que pretendem retirar do governo federal a responsabilidade para demarcação de terras indígenas no país.
Genilson fez essa afirmação após tomar conhecimento de que deputados estaduais e federais de Mato Grosso se reuniram no mês de abril com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir projeto de autoria do primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, José Riva (PP), que prevê que o Estado terá autonomia na demarcação de terras indígenas. Atualmente, depende de autorização do governo federal, do Ministério e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A preocupação de Genilson é compartilhada por diversos líderes indígenas do país inteiro, isso porque, se o governo federal perder a autonomia sobre o assunto, os Estados poderão desencadear um processo de redução de áreas para os povos. "Como ficaria a situação em alguns Estados onde há uma grande perseguição aos índios?", questiona. Em Mato Grosso, existem 37 povos indígenas, que agregam mais de 30 mil pessoas.
No projeto, o deputado Riva prevê que os índios e a sociedade civil participarão do debate. O problema, segundo Genilson Kezomae, é que isso ainda não ocorre.
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