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Projeto de inclusão digital chega à Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá

Agência de Notícias (AC) - http://www.agencia.ac.gov.br/
25 de out de 2011

Gestores da Unidade de Conservação (UC) Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, que têm como objetivo preservar a Área de Preservação Permanente (APP) do Lago do Amapá e Rio Acre, vêm apostando na inclusão digital da comunidade. A área está localizada dentro do perímetro urbano de Rio Branco, à margem direita do Rio Acre, na altura do quilômetro 8 da estrada do Amapá, a 12 quilômetros do centro da cidade.

A localidade, que sofre grande risco de degradação ambiental, pode ter na informática a oportunidade de uma vida melhor para seus ocupantes, uma vez que disponibilizará informação e maior capacidade de interlocução com a sociedade.

A equipe de gestores que esteve no local percebeu que o lugar necessitava mais de que cuidados ambientais. Ouvindo moradores da região, ficou claro que precisavam ter contato com o conhecimento e informação. A solução foi articular junto à Secretaria de Planejamento (Seplan) a implantação de um curso de capacitação para uma turma específica da APA. Assim, espera-se que a comunidade demonstre interesse e seja demandante de um próprio Telecentro.

A ideia de capacitação da comunidade na área de informática para a promoção da inclusão digital começou com um diagnóstico social daquela área. Foi destacada a dificuldade encarada pela associação local de acessar a internet e utilizar a informática como ferramenta de organização para suas ações, além da necessidade de preparação de documentos oficiais de comunicação com o poder público.

Os resultados dos estudos socioambientais do plano de gestão apontaram que a comunidade encontra-se na faixa etária entre 14 e 34 anos, sendo, portanto, forte demandante de capacitação e emprego. Desse modo, graças à articulação com a Seplan, por meio do programa de inclusão digital, a comunidade tem sido inserida e capacitada para exercer sua cidadania e ter novas oportunidades de emprego e melhorar sua qualidade de vida.

Com o comprometimento da comunidade e apoio do governo do Estado, está ocorrendo uma capacitação em período noturno exclusiva para a comunidade do Amapá no Telecentro do Trabalhador, próximo ao Arena da Floresta. Esse é o segundo curso de informática para essa comunidade. Ao todo, já foram capacitados e incluídos no mundo digital cerca de 25 comunitários do Amapá.

A presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (Amprea), Gracilene dos Santos Conceição, conta que a iniciativa está sendo fundamental para o desenvolvimento social da comunidade e, principalmente, contribuindo com a formação escolar dos jovens daquela região. "A comunidade nunca teve oportunidade de participar de um curso de capacitação em informática, pois não tinha condições de pagar um curso desses. Eu também fiz o curso para poder redigir documentos oficiais da Associação. Mas os maiores beneficiados são os jovens da comunidade, que agora têm acesso a mais um meio de aprendizado na educação", ressaltou.

Para Jakeline Bezerra Pinheiro, gestora de Políticas Públicas e chefe da APA do Amapá, o governo está fazendo a sua parte capacitando os moradores e viabilizando a sua inclusão digital. Agora chegou o momento de a comunidade realizar a contrapartida, aproveitando a oportunidade de se capacitar e se preparar para o futuro. "Nós, que estamos à frente da chefia dessa unidade de conservação, visualizamos nos telecentros e no programa de inclusão digital/Seplan um grande parceiro para a promoção das capacitações da comunidade da APA", conclui.

O que se pretende, com os cursos de capacitação, é a preparação de pessoas da comunidade para monitorar e dirigir o Telecentro. "O objetivo não é que o Telecentro seja dirigido pelo Estado, mas pela comunidade. A ideia é preparar a comunidade para dirigir esses locais, e nesse sentido tivemos muitas dificuldades, mas formamos essas pessoas, que cuidam do espaço voluntariamente. Em Acrelândia o programa funciona bem e eles realmente cuidam dos equipamentos. Como são moradores do ramal, o Telecentro é um meio de comunicação para eles. Queremos esse comprometimento em todos os Telecentros", explica Yana Mendonça, pedagoga do programa de inclusão digital e responsável pelos cursos realizados nos Telecentros do Estado.

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