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Programa Trilhas de São Paulo incentiva prática de ecoturismo em unidades de conservação na Mata Atlântica

WWF Brasil - www.wwf.org.br
27 de ago de 2008

Lançado pela Secretaria do Meio Ambiente (SMA) do Estado de São Paulo e a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, o Programa Trilhas de São Paulo apresenta 40 trilhas distribuídas por 19 unidades de conservação paulistas, totalizando mais de 200 quilômetros. A iniciativa tem como objetivo aproximar a população de áreas protegidas e da vivência ambiental, além de criar um conjunto interligando diferentes ecossistemas, regiões e paisagens do estado.

"O programa pode ser uma interessante melhoria para a gestão dessas unidades de conservação. O uso público de áreas protegidas é um dos pilares de estruturação que permitem alcançar uma maior efetividade de gestão nessas áreas", afirma o superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza. Há mais de quatro anos, o WWF-Brasil mantém uma sólida parceria com o estado de São Paulo a fim de atingir a consolidação dessas importantes áreas que têm como objetivo conservar a biodiversidade e a manutenção dos serviços ambientais.

Além de estruturar os trajetos e classificar as trilhas em diferentes níveis de dificuldade (baixo, médio e alto), o Programa Trilhas de São Paulo criou uma espécie de passaporte para estimular a população a percorrer cada uma destas áreas naturais. O livreto apresenta informações sobre as unidades de conservação e seus principais atrativos naturais e históricos. Também, há espaço para carimbar a trilha percorrida, e cada etapa preenchida vale um brinde.

O Programa Trilhas de São Paulo integra o Projeto Ambiental Estratégico de Ecoturismo da SMA, que, além do passaporte, vai investir nas trilhas do estado paulista lançando manuais de monitoramento dos impactos da visitação e de interpretação ambiental das trilhas. Além disso, a SMA também desenvolve o Projeto de Ecoturismo na Mata Atlântica, que por meio de um contrato firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em quatro anos, investirá US$ 15 milhões nos Parques Estaduais de Ilhabela, Ilha do Cardoso, Carlos Botelho, Intervales, Caverna do Diabo e Turístico do Alto Ribeira, consolidando as unidades de conservação como produtos turísticos com capacidade de atrair visitantes, preservando o capital socioambiental das regiões envolvidas.

"É significativo que a SMA estruture um programa estratégico desta envergadura para não só atrair os cidadãos para essas áreas públicas de conservação ambiental, mas também para que por meio dessa ação dê um salto qualitativo na gestão das unidades de conservação do estado", afirma a coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil, Luciana Simões.

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