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Profissionais de saúde indígena discutem Ciclo de Vida da Adolescência

Pantanal News - www.pantanalnews.com.br
06 de Dez de 2008

Pela terceira vez este ano, a Coordenação Regional da Funasa de Mato Grosso do Sul (Core/MS), através do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), reúne oordenadores técnicos dos 13 Pólos-Base do Estado, para discutir o Ciclo de Vida da Adolescência na população indígena.

Este método consiste em estudar o indivíduo de uma forma mais ampla e complexa, levando em conta vários fatores tais como: ambiente familiar, situação sócio-econômica, cultural e todas as influências de acordo com as características de cada região.

O encontro aconteceu durante três dias (25, 26, 27), no prédio da Core/MS em Campo Grande, que depois de abordar o ciclo de vida da infância em Setembro de 2008, trabalha neste momento a adolescência.

Durante o trabalho de campo dos profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) nas aldeias, foram realizadas pesquisas com a população indígena através de questões qualitativas sobre o indivíduo, família e comunidade, voltadas para a respectiva fase do ciclo de vida. Cada representante dos Pólos-Bases da Funasa de MS apresentaram seus levantamentos e em seguida foram divididos em grupos por etnia para discussões e consolidação dos resultados.

"É um momento de grande enriquecimento por parte dos profissionais de saúde, principalmente pelo fato de estarem diante de tantos aspectos psicossocioculturais que envolvem os jovens indígenas de diferentes etnias", comenta a psicóloga e coordenadora do programa de saúde mental Fabiane de Oliveira Vick, sobre o evento.

Além de promover a interação entre todos os profissionais do Dsei/Funasa de Mato Grosso do Sul, em todas as áreas correspondentes da saúde indígena, o encontro auxilia os técnicos a compreender cada etnia. "O objetivo do programa, é elaborar um produto final que contemple os aspectos gerais sobre a saúde, comportamentos e os hábitos de vida da população indígena de Mato Grosso do Sul, por ciclos de vida e por etnia", explica a psicóloga.

Em 2009, o Distrito Sanitário Especial Indígena discute o Ciclo de Vida da Maturidade e do Idoso. Esta metodologia de atenção à saúde é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e utilizada pelo Ministério da Saúde junto à população não índia.

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