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Produtores e Compradores de madeira certificada se reúnem em SP

Amigos da Terra-Amazônia.org.br-São Paulo-SP
Autor: Maurício Araújo
14 de out de 2002

A necessidade de diminuir a distância entre os que fornecem e transformam a matéria-prima foi uma das conclusões do encontro realizado sexta passada na FGV

O Grupo de Compradores de Produtos Florestais Certificados realizou na sexta-feira passada sua 3ª Reunião Anual no salão nobre da FGV. O encontro foi organizado pela ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira que mantém o projeto do grupo de Compradores de Produtos Florestais Certificados. O grupo é formado por empresas que atuam em áreas como construção civil, movelaria, marcenaria e design.

O encontro começou com uma apresentação de Mauro Armelin, coordenador do projeto, que apresentou um panorama do mercado madeireiro certificado e apontou como desafio para este ano o aumento da base florestal certificada. Roberto Smeraldi, diretor de Amigos da Terra, colocou que a organização não-governamental está começando a entregar a administração, o gerenciamento e o direcionamento do grupo às empresas particulares - para que a entidade possa trabalhar com o grande desafio que é a ponta da produção.

Em sua apresentação Carlos Guerreiro da Gethal Amazonas também considerou que o grupo de compradores ganharia eficiência se fosse conduzido pelas empresas interessadas. Ainda existem muitos problemas de entendimento e informação sobre os problemas dos produtores e as necessidades dos compradores quanto a questão do preço e da qualidade da madeira, afirmou.

Uma questão que ficou evidente foi a existência desta lacuna entre produtores e compradores de madeira certificada. Em diversos momentos, compradores apontaram a dificuldade de comprar a matéria-prima certificada. Em parte devido às questões de dimensão e especificação do material a ser adquirido, em parte pela falta de diálogo entre as empresas. Foi realizada uma rodada de negócios entre os participantes da reunião, promovendo um maior contato entre as partes, buscando assim aproximá-las durante o próprio encontro.

Também esteve presente Ruy de Góes, assessor da Prefeitura de São Paulo, que declarou que apesar da prefeitura da capital paulista dar preferência e ter enorme interesse em adquirir madeira certificada, a lei de licitações impede que se coloquem critérios ambientais como a certificação para a decisão de compras governamentais. Em algumas capitais européias as administrações públicas já dão preferência à madeira certificada.

Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon e mediador da reunião, considerou que o encontro trouxe um grande avanço e revelou o potencial de trabalho do grupo: existem muitas oportunidades e as áreas certificadas estão sendo ampliadas. Concluindo, Veríssimo afirmou que a intensificação do fluxo de informações é um imperativo para resolver o problema de comunicação entre as partes envolvidas nos negócios.

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