Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Ivo Galindo
04 de Fev de 2006
Otimismo de um lado e descrença ou insatisfação do outro. Essa divergência faz parte do sentimento de empresários rurais de Roraima sobre a regularização dos lotes, após reunião na noite de anteontem com o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário).
Aluízio Nascimento, que atua no plantio de grãos e na venda de insumos agrícolas, disse que está animado diante da promessa de titulação de área com até 500 hectares, prevista para começar a partir de março. Também acredita na regularização de lotes com até 1,5 mil hectares.
"O Incra concedeu, durante a visita do ministro, o título definitivo de uma propriedade em Rorainópolis com 1.536 hectares, o que no mínimo gera jurisprudência aos produtores do Estado. O panorama mudou, mas temos que manter a pressão política", disse Aluízio Nascimento.
Presidente da Associação dos Arrozeiros, o prefeito Paulo César Quartiero, do Município de Pacaraima, disse que as recentes ações do Incra em Roraima são "politiqueiras" e não resolvem o problema fundiário do Estado. "Dá título de 100 hectares, nos quais os produtores só podem utilizar 20%, é conceder atestado de pobreza", desabafou.
Na análise da empresária rural Izabel Itikawa, o discurso de Miguel Rossetto estava muito restrito aos assentamentos do Incra. Reclamou que a situação dos produtores ameaçados de expulsão da área Raposa Serra do Sol foi "ignorada" durante a visita do ministro a Roraima. "Esperávamos uma posição clara, mas ficamos sem esclarecimentos".
REASSENTAMENTO - Miguel Rosseto evitou falar sobre a eminência de retirada de pecuaristas e agricultores da área da Raposa Serra do Sol, sob a justificativa de que seria assunto de competência restrita ao Ministério da Justiça. Segundo o ministro, todos os produtores seriam reassentados pelo Incra, caso sejam retirados da reserva indígena.
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