Brasil Norte-Boa Vista-RR
09 de Mai de 2003
Os investidores estão visitando instituições e várias regiões do Estado
Produtores de grãos do Centro-Oeste estão em Roraima conhecendo as potencialidades de investimento local. Estão colhendo informações sobre a infra-estrutura do Estado para produção rural, junto à Secretaria de Agricultura, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), bancos com linha de financiamento, além da política de incentivo fiscal e de garantias oferecidas pelo governo, que hoje gira em torno de 30% do total financiado.
O economista Lindomar Coutinho, do Departamento de Promoção de Investimentos da Secretaria de Planejamento, afirma que o Estado dispõe de milhares de hectares agricultáveis e livres de complicações fundiárias.
Na Embrapa, foram conhecer detalhes técnicos da cultura de grãos, variedades pesquisadas, como está o plantio na região, correção e adubação de solo e aplicabilidades para a agricultura mecanizada. A infra-estrutura urbana, viária, de energia elétrica, fornecedores de insumos e a capacidade de escoamento da produção também estão sendo avaliados pelo grupo.
Os investidores afirmam que escolheram Roraima por causa da tendência de alta do preço nas terras do Centro-Oeste, fato que está motivando grande número de produtores a venderem suas terras para se deslocarem a outras regiões do Brasil ou ainda pela necessidade de expansão da produção.
O grupo de 60 empresários do setor agrícola industrial visitará várias regiões do Estado com a finalidade de saber quais as áreas que oferecem mais vantagens, caso eles resolvam investir em Roraima.
Conforme Jassieu Bockner, diretor geral do grupo, os empresários atuam também nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.
"Trabalhamos com a produção de grãos [soja, milho e arroz], com suinocultura e avicultura. A nossa expectativa é grande e as possibilidades de investimentos no Estado também. Se tudo der certo, queremos iniciar nossa atividade em Roraima ainda esse ano", afirmou.
Os empresários vão ficar no Estado por mais 10 dias, período em que vão avaliar se Roraima apresenta as qualidades para produção que eles procuram.
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