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Pressão na pecuária que desmata

O Globo, Negócios e cia, p. 22
Autor: OLIVEIRA, Flávia
08 de Mai de 2009

Pressão na pecuária que desmata
Governo quer que BNDES suspenda crédito a frigoríficos que compram carne ilegal

Flávia Oliveira

O governo vai usar o crédito do BNDES como instrumento de pressão para coibir a compra de carne de rebanhos ilegais da Amazônia por frigoríficos nacionais. Anteontem, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, enviou a Luciano Coutinho, presidente do banco, uma carta avisando que a instituição não pode financiar empresas que negociem com fornecedores envolvidos com abate ilegal e desmatamento da floresta. A intenção é impedir que os frigoríficos interessados nas linhas de socorro do BNDES negociem com pecuaristas irregulares dos estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso. "A pecuária hoje é a maior responsável pelo desmatamento da Amazônia. O BNDES assinou o protocolo verde com o ministério.
Por isso, está impedido de financiar quem desmata . Os frigoríficos que compram carne desses pecuaristas são corresponsáveis pelo desmatamento", diz o ministro. Minc negociou a ação previamente com Coutinho. O banco receberá, nos próximos dias, a lista de produtores ilegais dos três estados. Os nomes serão confrontados com a carteira de fornecedores dos frigoríficos que pedirem empréstimos. O Meio Ambiente tentou firmar um pacto com os produtores de carne, via Abiec, nos moldes do que foi feito com madeireiras e com a Abiove, no caso da soja. "Como o acordo não vingou, usaremos o caminho do crédito", diz o ministro.

O Globo, 08/05/2009, Negócios e cia, p. 22

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