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Pressão econômica é grande sobre a floresta

OESP, Vida, p. A18
Autor: STEINER, Achim
05 de Mar de 2009

''Pressão econômica é grande sobre a floresta''
Principal executivo da ONU para problemas ambientais considera insuficientes os avanços na guerra ao desmate

Entrevista: Achim Steiner

Jamil Chade

A ONU alerta que os progressos para a reduzir o ritmo do desmatamento na Amazônia não são satisfatórios. "Tivemos avanços, mas a situação é alarmante", diz o principal executivo das Nações Unidas para temas ambientais, Achim Steiner. Em entrevista, ele avaliou a situação.

O Brasil divulgou dados apontando 754,3 km2 de devastação em três meses. Como o sr. analisa o ritmo de desmate?

Tivemos avanços, mas a situação é alarmante. Há sinais preocupantes e isso até agora não mudou. Os avanços ainda não são suficientes.

Por que os governos na região amazônica não conseguem frear o desmatamento?

Porque os incentivos para manter a floresta em pé são menores que os incentivos econômicos para derrubá-la. A pressão econômica é grande sobre a floresta. Se o desmatamento continuar, os governos terão prejuízos com produção agrícola, exportação de commodities, abastecimento de hidrelétricas.

Há chance de que o mundo tenha um acordo sobre o clima até o final do ano?

Trata-se do acordo mais difícil já negociado, mas ele precisa existir.

OESP, 05/03/2009, Vida, p. A18

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