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Autor: Da Redação
13 de Abr de 2026
A presidente regional do PT em Mato Grosso, Rosa Neide, afirmou que a expansão da produção agrícola no país não depende do avanço sobre terras indígenas ou áreas de preservação. A declaração foi dada durante entrevista ao PodOlhar. "Não precisa o agro avançar sobre terras indígenas ou os madeireiros", disse, ao comentar o conflito entre o setor produtivo e povos originários. Segundo Rosa, o Brasil já possui áreas abertas suficientes para ampliar a produção, desde que haja investimento em tecnologia e pesquisa. Ela citou o papel de instituições como a Embrapa no desenvolvimento de cultivares que aumentam a produtividade sem necessidade de expansão territorial. "A área aberta no Brasil é suficiente para produzir o que já se produz e até mais, com melhoria tecnológica", afirmou. A fala ocorre em meio a disputas envolvendo a homologação de terras indígenas em Mato Grosso. O governo do estado questiona no Supremo Tribunal Federal áreas como Manoki, oficializada durante a COP 30, além das terras Irapuru e Estação Parecis. A alegação é de insegurança jurídica para produtores rurais que já ocupam essas regiões. O tema também se insere no debate nacional sobre o marco temporal, que trata dos critérios para demarcação de terras indígenas e tem gerado embates entre setores do agronegócio e o governo federal. A dirigente destacou que terras indígenas têm papel relevante na preservação ambiental e defendeu a manutenção dessas áreas, com garantia de condições para que os povos originários também possam produzir de forma sustentável. "Precisamos preservar, produzir e garantir condições de sobrevivência sustentável", disse. Rosa Neide também mencionou biomas como o Pantanal e o Cerrado, ressaltando a importância da conservação ambiental para a manutenção de recursos naturais, como a água. Ao abordar disputas fundiárias, a presidente do PT afirmou que a orientação do governo federal é priorizar o diálogo e evitar confrontos. Segundo ela, processos de regularização e retirada de ocupações irregulares em áreas indígenas têm sido conduzidos de forma gradual. Ela citou como exemplo áreas em Mato Grosso onde há presença de madeireiros dentro de territórios indígenas, indicando que a retirada ocorre com negociação e reassentamento. "Com paciência, discussão e sem incentivo a embates, é possível avançar respeitando os povos indígenas", afirmou. Rosa Neide defendeu que o agronegócio amplie investimentos em tecnologia para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Segundo ela, é possível conciliar produção e preservação por meio de práticas mais eficientes. "Quanto mais consciência de ambos os lados, menor o conflito e maior a convivência", disse.
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