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13 de Dez de 2011
O Centro de Defesa de Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i (CDDH-MS) foi agraciado ontem (9) com o Prêmio Direitos Humanos 2011 organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O certificado foi entregue pessoalmente pela presidenta Dilma Roussef ao representante da entidade, professor Paulo Ângelo de Souza.
O prêmio é a mais alta condecoração do governo brasileiro a pessoas e entidades que se destacaram na defesa dos direitos humanos. O CDDH-MS venceu a categoria Centros de Referência em Direitos Humanos.
A cerimônia que ocorreu no Palácio do Planalto premiou outras entidades e personalidades e contou com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PA), além de demais autoridades.
Em discurso um emocionado, a presidenta Dilma lembrou momentos da ditadura e da importância da defesa dos direitos humanos.
"Aqueles que sabem que em algum momento do nosso país fazer greve era questão de polícia, divergir era questão de cadeia e opinar e lutar contra podia levar ao cárcere e até a morte, sabe que nós percorremos um caminho. O Brasil devorou e digeriu todos esses artifícios autoritários e conseguiu construir uma democracia", afirmou.
Por fim ela ressaltou a importância das entidades e das pessoas homenageadas com o prêmio.
"Fico muito feliz em poder entregar este Prêmio a todos os homenageados, principalmente pelo sentido que ele possui, sobretudo mostrar para toda a população brasileira que existem pessoas dispostas a fazer a diferença. É de pessoas como vocês que o Brasil precisa para continuar crescendo de forma positiva, priorizando a igualdade, a dignidade e a garantia dos direitos humanos de uma forma geral. Sem dúvida, o Brasil se orgulha de cada um de vocês", finalizou Dilma.
Para Paulo Ângelo o prêmio veio acentuar a responsabilidade do CDDH-MS na defesa e garantia dos direitos da criança e adolescente Indígena no Estado e seu acesso a educação. Ele afirma que estes direitos são negados pelos governos locais. Uma das situações enfrentadas atualmente é a falta de transporte particular para as crianças e adolescentes que vivem em áreas ocupadas por terras tradicionais indígenas.
"O poder público municipal e estadual não tem reconhecido aquela área ocupada como área de direito dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul, que vêm sofrendo quase uma onda de genocídio silencioso e todo o tipo de violência", declara.
Outras 21 entidades e pessoas receberam o prêmio, entre eles o instituto Vladimir Herzog e a juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto por policiais corruptos no Rio de Janeiro (RJ).
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