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Preço da madeira do País sobe no exterior, diz FAO

OESP, Vida, p. A24
04 de Ago de 2011

Preço da madeira do País sobe no exterior, diz FAO

Jamil Chade
Correspondente / Genebra

O boom no setor da construção no Brasil redireciona madeira da Amazônia dos mercados internacionais para abastecer a economia doméstica e faz o preço no exterior subir. A constatação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e está em seu relatório anual sobre o setor madeireiro.
A Europa fecha o cerco contra a exportação de madeira ilegal da Amazônia e dá até 2013 para que os exportadores provem que os produtos são certificados. Hoje, 1,7% da madeira da América Latina é certificada. Entre 2009 e 2010, a área certificada no Brasil cresceu em 11%. Mas até a Finlândia tem área certificada quase três maior que a do País.
Segundo o relatório da FAO, o Brasil é o quarto maior fornecedor de madeira tropical para a Europa e o maior produtor do mundo em diversos setores. Mas a tendência é de queda no que se refere às exportações - a produção se mantém elevada graças à demanda doméstica.
Nos EUA, a crise fez as importações de madeira desabarem em 60% entre 2006 e 2009. As vendas brasileiras para lá foram retomadas em 2010, com alta de 35%. Mesmo assim, estão distantes dos níveis de 2007.
No comércio de toras tropicais, a crise causou impacto. Com produção de 25 milhões de m³, o Brasil perde só para a Indonésia. Em 2008 e 2009, as vendas mundiais caíram 14% e 13%. Em 2010, recuperaram-se em 17%, graças à China e à Índia, que compraram 85% da produção mundial. Mas esse boom não teve impacto no Brasil, já que os maiores fornecedores são asiáticos e africanos. Na Europa, não há sinais de recuperação do mercado.
O Brasil é maior produtor mundial de serragem, mas, segundo a FAO, grande parte da expansão ocorre por conta do "aumento na atividade de construção nacional, alimentando a demanda doméstica". No restante do mundo, o comércio desse segmento desabou em 27%.
O setor de madeira compensada seguiu a mesma tendência. O Brasil é o terceiro maior fornecedor para a Europa, mas as importações da UE caíram em 35% em 2009 e estão estagnadas.

OESP, 04/08/2011, Vida, p. A24

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