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- Prazo para sair pode ser prorrogado

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Carvílio Pires
30 de Nov de 2005

Administrador substituto, José Raimundo: "Acredito na necessidade de mais prazo"
Em abril de 2005 foi homologada a área Raposa/Serra do Sol. No decreto assinado pelo presidente da República, Lula da Silva, foi definido o prazo de um ano para retirada de não-índios do interior da reserva. O processo de desintrusão vem acontecendo, mas dirigentes da Funai em Roraima acreditam que o período será insuficiente para concluir a tarefa.
O administrador regional substituto, José Raimundo Batista da Silva, disse que o Grupo de Trabalho, coordenado por Jorge Batista, composto por técnicos do Incra e da Funai, está fazendo o levantamento das posses onde não há resistência, na região do Baixo Cotingo.
O administrador substituto disse que detalhes da operação como o número de fazendas visitadas será fornecido pelo administrador titular da Funai, que no momento está em viagem fora do Estado. Adiantou que a resistência ao levantamento concentra-se em Surumu (Vila Pereira).
Lá os moradores querem uma reunião com as autoridades competentes para saber onde serão reassentados, após saírem da terra onde vivem há dezenas de anos, como determina o decreto de homologação. Na mesma região estão os agricultores que lutam para manter as áreas produtivas de arroz irrigado.
Sobre o valor médio das indenizações, José Raimundo disse que o cálculo é feito de acordo com o estado de conservação das benfeitorias existentes em cada posse. "A Funai indeniza apenas as benfeitorias, baseada em cálculo a partir de índices utilizados pelo Banco da Amazônia, Secretaria de Agricultura e do mercado local".
PRAZO - Toda estrutura a ser indenizada passará ao controle dos índios, com assessoria da Funai. Faltando aproximadamente cinco meses para terminar o prazo de desintrusão, o administrador substituto acredita que o trabalho exigirá mais tempo. "Essa questão será avaliada. Acredito na necessidade de prorrogação do prazo. A não ser que os trabalhos ganhem impulso no sentido de cumprir o decreto da Presidência da República", destacou José Raimundo.
Em média o Grupo de Trabalho leva três dias em cada levantamento que faz sobre as benfeitorias. Para fazer o trabalho são usados veículos rápidos como motos, para corrigir cercas e GPS para georeferenciar os imóveis

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