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Povos ressurgidos do Tapajós e Arapiuns fazem II Encontro

Porantin n. 232 Jan-Fev/2001
Autor: Kátia Vasco
28 de fev de 2001

Os povos e as comunidades indígenas ressurgidas no estado do Pará se reuniram, de 30 de dezembro passado a 1o de janeiro deste ano, no II Encontro dos Povos Indígenas do Tapajós e Arapiuns, que teve a participação de 400 lideranças indígenas dos povos Maitapú, Tupinambá, Munduruku, Camaruara, Tapajó, Cara Preta, Arapiuns e Kayapó. O encontro foi organizado pelo Conselho Indígena do Tapajós e Arapiuns (Cita) e pelo Grupo de Consciência Indígena com o objetivo de discutir a demarcação das terras como condição de vida e de sobrevivência e os direitos constitucionais dos povos indígenas. Em apoio, tiveram presentes o Cimi, regional Norte II, a Coiab, e a Associação dos Povos Indígenas Tupi de Mato Grosso, Amapá, Pará e Maranhão (Antapama).

Para Maria das Graças Tapajós Mota, integrante do grupo de Consciência Indígena, os dois encontros realizados até hoje foram gratificantes. O crescimento da participação é o aspecto mais visível. No primeiro, ano passado, foram 150 participantes e, no segundo, 400 lideranças estiveram presentes. "Embora ainda haja alguma resistência, o resultado é positivo. As pessoas dizem: eu quero me assumir enquanto indígena", afirma Graça.

No final do II Encontro, os povos aprovaram o abaixo-assinado reivindicando a demarcação das terras dos Maitapú, Tupinambá, Munduruku, Camaruara, Tapajó, Cara Preta, Arapiuns e Kayapó situados nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, no estado do Pará. Encaminhado à presidência da Funai, em Brasília, o documento defende a necessidade urgente de demarcação para conter o avanço dos fazendeiros invasores, dos madeireiros e dos pescadores que praticam pesca predatória.

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