Gazeta de Cuiabá-Cuiabá-MT
24 de Jun de 2004
Diversidade. Essa foi a palavra usada pela professora Marinêz Isaac Marques, subcoordenadora da SBPC, para definir o evento que reunirá estudantes de 1o, 2o e 3o graus, professores, profissionais ligados à área da educação e ciência e também povos indígenas de vários Estados brasileiros. Durante três dias, de 19 a 21 de julho, cerca de 250 indígenas vão realizar debates, simpósios e oficinas para discutir temas como educação, ciência, terra, cosmologia, religião, artes, além de participar dos seis dias de programação da SBPC. Entre os indígenas estão os professores que fazem o terceiro grau na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) desde 2001.
"O objetivo dessa iniciativa é dar visibilidade aos conhecimentos dos povos indígenas e proporcionar momentos de discussão da problemática atual", afirma Marinêz. Ela explica que a SBPC e a Ciência Indígena querem mostrar um rosto indígena para a ciência no país.
Existem no Estado cerca de 58 terras indígenas, das quais 36 estão registradas, três não são reconhecidas e 26 delas têm irregularidades como invasão de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, criadores de gado e pequenos agricultores. Há também notícias de mais três povos ainda sem contatos com a sociedade em seu entorno.
Para o coordenador do Museu Rondon da UFMT e membro da equipe de organização do encontro, Aloir Pacini, se não forem tomadas medidas urgentes, no sentido de proteger os territórios onde ainda são encontrados esses povos indígenas, eles correm o risco de serem exterminados. "É grande o número de invasores nas regiões em que se encontram, o que os coloca em sério risco de sobrevivência física e cultural".
Além de toda a diversidade cultural dos povos, eles ainda dispõem de rica variedade lingüística: Tupi e Tupi-Mondé Macro-Jê, e Jê, Aruak e Karib, além das línguas isoladas e as não identificadas.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.