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Povo Kayabi detém não índios que estavam desmatando suas terras, em Mato Grosso

Cimi-Brasília-DF
16 de dez de 2005

O povo Kayabi, da terra indígena Kayabi, localizada próxima ao rio Teles Pires, divisa entre Mato Grosso e Pará, informou ao ministério Público Federal e à Fundação Nacional do Índio (Funai) que 32 pessoas não índias que estavam dentro de suas terras extraindo madeira foram retidas dentro da aldeia Kururuzinho.

Os Kayabi tomaram a atitude diante da lentidão da Justiça Federal em MT que, há mais de um ano paralisou a demarcação daquela terra. Desde então, a devastação ambiental dentro da terra indígena cresceu. Também aumentou a grilagem de terras e a presença de não-índios na terra. Perícia judicial realizada na terra confirma tratar-se efetivamente de terra indígena mas, apesar destes dados, o poder judiciário ainda não proferiu qualquer decisão.

A terra indígena Kayabi teve seus limites declarados no final de 2003, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. Logo após o início da demarcação física da terra, os não índios com interesses sobre a terra entraram na justiça e conseguiram paralisar a demarcação. A terra só começou a ser identificada depois que Kayabi prenderam o administrador de uma fazenda que estava sob a posse de uma empresa mineradora multinacional, chamada Brascan. Depois da prisão os indígenas conseguiram do governo federal o compromisso de demarcar a terra.

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