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17 de Jul de 2018
De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal e que está à frente das negociações, as peças já deveriam ter sido devolvidas. Ele ressalta ainda que o entrave para a devolução foi em função da questão do pagamento do transporte das obras para o Brasil."Eles, na verdade, não se negam a devolver", disse Suiama à Sputnik Brasil. "Fica uma coisa burocrática. Eles diziam que o Governo brasileiro deveria arcar com os custos de devolução, mas há uma cláusula no contrato que diz que a responsabilidade é da Prefeitura de Lille."
Após o inquérito instaurado pelo MPF e o início das negociações envolvendo a Prefeitura local, junto com o Ministério das Relações Exteriores, o Museu do Índio e o próprio Ministério Público, a administração municipal de Lille aceitou arcar com os custos do transporte. Apesar disso, segundo Suiama, ainda não há previsão para a devolução.
"Em nossa última correspondência, eles afirmaram que aceitavam arcar com esses custos e que estavam orçando o valor de empresas que poderiam fazer o transporte. Mas ainda não há previsão para a repatriação", frisa o procurador.
Um acordo anterior já havia sido assinado para a repatriação em 2010, mas não foi cumprido. Os artefatos estão armazenados em uma sala do museu, sem participar de nenhuma exposição.
Grande parte dos artefatos é de arte plumária, confeccionada por 20 diferentes grupos indígenas, de Estados como Mato Grosso e Acre, incluindo habitantes do Parque Nacional do Xingu.
Procurado pela Sputnik Brasil, o Museu do Índio, responsável pelo acervo, preferiu não se manifestar.
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