JB, Pais, p.A6
05 de Nov de 2005
Polícia reprime grilagem
No Amazonas, 19 fazendas são interditadas
Policiais federais interditaram 19 fazendas suspeitas de grilagem de terras da União e desmatamento ilegal na região da Ponta do Abunã, no sul de Lábrea (AM), fronteira com os estados de Acre e Rondônia. A operação encontrou em oito fazendas autorização de plano de desmatamento manejado concedido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
- Vamos investigar a emissão desses documentos do Ipaam. Essas terras são da União, portanto as autorizações de desmate foram concedidas em cima de títulos irregulares - afirmou o coordenador da operação da PF, delegado Mauro Sposito.
Os fazendeiros são acusados de apropriação indevida de uma área de 120 mil hectares. No terreno, uma equipe de 76 policiais encontrou 138 extratores de madeira, fecharam uma serraria e apreenderam 62 motosserras e sete tratores. A área recém desmatada era de 7.700 hectares.
Desde 2004, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) investiga a ação de madeireiros de Rondônia e do Acre atuando na devastação de florestas na Ponta do Abunã. O instituto já descobriu 37,3 mil hectares desmatada (equivalente a 20 arquipélagos de Fernando de Noronha).
O gerente-executivo do Ibama no Amazonas, Henrique Pereira, explicou que, em 2003, o órgão assinou um termo de gestão compartilhada que dá competência ao Ipaam para emitir autorização de plano de manejo florestal.
- O problema é que o Ipaam não obedece os critérios do Ibama. O Estado vai arcar com as conseqüências - disse.
JB, 05/11/2005, p. A6
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.