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Polícia repreende manifestantes

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
24 de Nov de 2004

A saída do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, do Palácio Senador Hélio Campos ontem, por volta do meio-dia, foi marcada pela ação de manifestantes e policiais militares. A índia da etnia Macuxi, Rosibele Brasil, da Sodiur (organização indígena contrária à homologação contínua), foi reprimida pelos policiais que faziam a segurança no local, por tentar fazer um desagravo ao representante do governo Lula.

Até o ministro apontar no hall de entrada do Palácio Senador Hélio Campos para entrar no carro que o levaria o aeroporto, a manifestação era tranqüila. Ao som do Hino Nacional, os cerca de 200 manifestantes apenas soltavam fogos de artifício e ostentavam faixas com desagravos e ofensas ao representante federal, como "Thomaz Bastos lacaio do G7 e ONGs" e "Thomaz Bastos genocida dos índios".

A calma foi quebrada quando Rosibele Brasil saiu do meio da multidão para demonstrar sua indignação em relação à possibilidade de homologação contínua da Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol, anunciada mais uma vez pelo ministro, momentos antes. Os policiais agiram com rapidez, praticamente arrastando a jovem para longe de Thomaz Bastos. "Nós queremos respeito. Eles [o Governo Federal e o ministro] só ouvem o CIR e as Ongs. Nós também queremos ser ouvidos", disse Rosibele. O CIR (Conselho Indígena de Roraima) defende a homologação contínua.

Em seguida, o manifestante Elias de Oliveira Costa, foi imobilizado e jogado ao solo pelos policiais e só não foi espancado devido à intervenção dos jornalistas e cinegrafistas que registravam tudo.

O deputado federal Chico Rodrigues (PFL) também interveio e retirou Elias de Oliveira e Rosibele Brasil do poder da polícia, evitando a sua prisão. Detido por ter ultrapassado a faixa de isolamento que protegia o ministro, Antônio Jonas Teixeira da Silva foi levado para a Polícia Federal a fim de prestar depoimento e liberado em seguida. (L.V)

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