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Polícia ambiental investiga briga entre Emicon e MMX

OESP, Economia, p. B14
07 de Jun de 2011

Polícia ambiental investiga briga entre Emicon e MMX
Emicon acusa MMX de degradação em área de minério, mas grupo de Eike diz que responsabilidade[br]é da própria Emicon

Marcelo Portela
Belo Horizonte

Uma série de problemas ambientais registrados na região de Serra Azul, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, levou a uma troca de acusações entre as mineradoras Emicon e MMX Mineração e Metálicos, do grupo EBX, do empresário Eike Batista. Ontem, a briga levou a Polícia Militar do Meio Ambiente a fazer uma vistoria no local, que não havia terminado até o início da noite.
A briga começou com acusações da Emicon de que a MMX estaria cometendo irregularidades que estariam causando danos ao meio ambiente em uma área de extração de minério adquirida pela MMX da empresa mineira. A disputa levou a Emicon a publicar anúncios em jornais acusando a MMX de ser responsável por uma série de problemas ambientais na região.
Ontem, a MMX divulgou nota rebatendo as acusações e classificando o anúncio publicado pela Emicon de "irresponsável e oportunista". Segundo a nota, "todos os problemas ambientais apresentados no malsinado Informe Publicitário são de inteira e exclusiva responsabilidade da própria Emicon". A nota cita ainda uma ação judicial que tramita na comarca de Brumadinho, na qual a Emicon reconheceu irregularidades na extração de minério de ferro na área.
O processo, proposto pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi instaurado em 2003 e, em 2007, a Emicon assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) se comprometendo a pagar indenização por causa dos danos ambientais provocados no local.
Na nota, a MMX ressalta que o processo resultou na interdição das atividades da Emicon e que, com as acusações, a empresa mineira estaria empurrando para a MMX a responsabilidade pelas irregularidades.
O advogado que consta como representante da Emicon no processo, Christiano Oliveira Prates, informou que não representa mais a empresa. O Estado tentou falar com o advogado que seria atualmente responsável pela causa, Bernardo Lage, mas ele não retornou as ligações.

OESP, 07/06/2011, Economia, p. B14

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110607/not_imp728860,0.php

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