Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: LUIZ AUGUSTO
07 de Dez de 2001
Proprietário acusado de trabalhar com árvores nativas e sem autorização
Numa fiscalização de rotina, integrantes do 13o Pelotão de Policiamento e Proteção Ambiental (PPPA) interditaram a madeireira Gatelli. No local, eles encontraram uma série de irregularidades, como a estocagem de madeira nativa sem autorização.
A empresa, localizada na estrada geral Linha Olinda, no município de Água Doce, Oeste do Estado, operava sem licença ambiental.
O que mais chamou a atenção dos policiais foi o fato da madeireira depositar todos os seus rejeitos (serragens, tocos e madeira entre outros) às margens e até dentro do leito do Rio Rom Retiro, um afluente do Rio do Peixe. Em virtude desta ação, a mata ciliar teve um trecho destruído e parte do rio já sofre com problemas de assoreamento.
Em termos de madeiras, no local os policiais encontraram árvores nativas cortadas, como araucária, canela branca e imbuia sem a devida documentação. Toda a madeira, mais de 100 metros cúbicos, foi apreendida e não poderá ser comercializada. Segundo o proprietário da empresa, Francisco Gatelli, a madeira foi obtida de proprietários particulares do município de Luzerna e em assentamentos de sem-terras existentes em Água Doce.
De acordo com a comandante do 13o PPPA, tenente Lucimar Savaris, diligências serão realizadas para identificar as áreas onde a madeira foi cortada e os responsáveis pelo corte serão indiciados por crime ambiental. "As investigações terão prosseguimento", garantiu a tenente. A madeireira é reincidente e responde por crime ambiental.
Com relação à madeireira, a tenente explicou que a empresa só poderá voltar a exercer suas atividades após conseguir as licenças ambientais necessárias e realizar a recuperação ambiental nas margens do rio.
"Ele terá de retirar todos os dejetos da beira e de dentro do rio, além de promover a recuperação da mata nativa para depois voltar a funcionar".
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