VOLTAR

PM caca acusados de invasoes e mortes no Para

OESP, Nacional, p.A8
01 de Ago de 2005

PM caça acusados de invasões e mortes no Pará
Trinta pistoleiros invadem fazendas para negociar a madeira das terras com comerciantes clandestinos
Carlos Mendes Especial para o Estado Belém
Policiais militares e civis do leste do Pará estão nas matas dos municípios de Ipixuna e Paragominas à procura de 30 pistoleiros armados que invadem fazendas, torturam, expulsam ou matam empregados para ficar com a madeira das terras e negociá-la para comerciantes que atuam clandestinamente na região. Os ataques do bando se concentram nas fazendas Campo de Boi, Grotão e Marangi.
Dos 30 que fazem parte do bando, 11 estão com mandado de prisão expedido pela Justiça, 4 já foram presos e 1 foi morto na quinta-feira em confronto com a polícia. José Benedito Aguiar, o Nego Bill, estava com seu irmão, José Ângelo, em uma motocicleta quando foi cercado dentro da área da fazenda Caip, um assentamento do Incra em Paragominas.
Ele reagiu, atirando contra os militares e foi morto com quatro tiros. Ângelo, que também estava armado, conseguiu fugir pela mata. No final de junho, Aguiar e outros pistoleiros invadiram a fazenda Grotão e torturaram cinco empregados. Um deles, o vaqueiro Lourival Soares dos Santos, foi seqüestrado, arrastado por mais de dois quilômetros por um cavalo pela mata e esquartejado com uma motosserra. Depois, teve partes do corpo atiradas num rio da fazenda.
A delegada Soranda Nascimento, de Paragominas, disse que a área de inteligência da polícia investiga madeireiros suspeitos de fornecer armas e alojamento para os invasores. A polícia já tem alguns nomes e pretende pedir a prisão preventiva de todos.
O superintendente da Polícia Civil na região, delegado Marcelo Luz, conta que o pistoleiro Nego Bill era um homem muito temido entre os colonos por sua perversidade contra os inimigos. "Ele tinha prazer em matar."
Quanto a José Ângelo, o delegado explicou que a polícia quer pegá-lo vivo, para que ele revele os nomes de quem organiza e financia as invasões. "Desconfiamos quem sejam as pessoas influentes dos municípios de Tomé-Açu e Paragominas que estão bancando esses homens que nada têm a perder."

OESP, 01/08/2005, p. A8

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.