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04 de Dez de 2008
A minuta da Estratégia Nacional de Defesa, produzida pelo Ministério da Defesa e pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, ignora os índios nas propostas para a proteção das fronteiras da Amazônia. O plano será publicado no próximo dia 11
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) Márcio Meira não foi consultado sobre o plano, que prevê a instalação de aeroportos e novos pelotões na Amazônia, o que poderia provocar atritos entre índios e militares.
Segundo o plano, deverão ser instalados 28 pelotões na fronteira, para aumentar a presença de tropas na Amazônia. "Eles vão instalar isso tudo onde? No meio de uma aldeia, perto de uma cachoeira considerada sagrada pelos índios?", questiona Meira. Segundo o presidente da Funai, o exército sempre colocou os pelotões onde quis, porque "queria controlar os índios".
Meira diz que a formação acadêmica dos militares carece de informação científica sobre a realidade indígena, e teme eventuais efeitos negativos da ação do exército às comunidades, pois boa parte dos pelotões de fronteira é formada por soldados índios. "Os índios são os melhores defensores da Amazônia", diz.
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