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Plano ambiental do Brasil fracassa e tenções se voltam ao Amazonas

www.emtempo.com.br
Autor: Renan Albuquerque
24 de Mai de 2007

A proposta brasileira de criar um fundo internacional para financiar a proteção florestal pelos países pobres não foi bem recebida na última rodada de discussões internacionais sobre o aquecimento, na Alemanha.

Com isso, agora resta apenas a perspectiva que está sendo ventilada, via decreto, no âmbito do Estado do Amazonas. Trata-se do Bolsa Floresta, o qual institui um fundo orçamentário a ser destinado às populações que moram em unidades de conservação.

Tal como foi noticiado em http://www.oeco.com.br/, os países ricos não vêem o que eles ganhariam com a proposta. E não estão cegos: na prática, nada é oferecido em troca de sua generosidade além da conservação da floresta.

No plano estadual do Amazonas, a contrapartida é de R$ 1000, em média, por ano, às famílias que não desmatarem a floresta. O levantamento, nesse contexto, para indicar as áreas que forem preservadas será feito por meio de georreferenciamento via satélite das regiões.

Além disso, a proposta de conservação do Amazonas é mais ampla. No artigo 4o é determinado que a compensação das emissões de gases que causam efeito estufa nas viagens aéreas realizadas por aeronaves oficiais do Governo do Estado; e nos eventos e conferências realizados em locais públicos estaduais seja revertida a partir do replantio ou em ações de educação ambiental.
O novo decreto no 26.581, de 25.4.07, define critérios para o estabelecimento de política estadual voluntária de mudanças climáticas, conservação da floresta, eco-economia e de neutralização das emissões de gases causadores do efeito estufa no Estado.
A perspectiva é que até julho o projeto tenha sido aprovado na Assembléia Legislativa, ao contrário do que aconteceu com a proposta brasileira na Alemanha.
O que foi discutido e negado na Alemanha foi uma proposta idêntica, mas que não gerava lucro aos países integrantes do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e mais a Rússia). Por isso, houve a discordância.

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