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Pitaguarys divulgam cultura indígena

Jornal O POVO
04 de mai de 2007

"A mata virgem estava escura, quando o luar clareou; mas quando eu ouvi a voz do meu povo, pitaguary aqui chegou". O verso de introdução do cântico, iniciado logo após a oração do Pai Nosso, revela que a dança do Toré (ritual sagrado dos índios) vai começar.

Desta vez, o ritual saiu da aldeia e ganhou a cidade, com o intuito de aproximar a população da cultura dos povos indígenas. O local escolhido foi o Centro Artesanal Luiza Távora (Ceart), em frente a loja de Artes Indígenas. Ontem, os visitantes tiveram a oportunidade de ver de perto a dança tradicional dos índios, apresentada por crianças e jovens da
etnia pitaguary, da comunidade de Santo Antônio, em Maracanaú. "O Toré é um ritual sagrado para homenagear os antepassados, que tanto lutaram e sofreram. Representa a força maior do povo, a força da espiritualidade do povo indígena", explicou o cacique Pitaguary, Francisco Daniel, 56.

A líder pitaguary, Ceiça Feitosa, explica que a Loja de Artes Indígenas é um espaço que possibilita a geração de renda
dos artesãos de várias etnias indígenas do Estado. A loja faz parte do Programa Difusão da Cultura Indígena, do Instituto Fiec de Responsabilidade Social, que visa a revitalização e difusão do patrimônio artísticocultural dos índios.

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