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Autor: Lorenzo Santiago
30 de Jan de 2026
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (30) o suspeito de ter matado um funcionário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em São Félix do Xingu (PA). A PF cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na casa do suspeito.
A morte do agente do Ibama foi registrada em dezembro de 2025 durante a uma operação de retirada de gado ilegal da Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará. Ele foi alvo de uma emboscada na região conhecida como Linha 10, na chamada estrada do Capacete. O agente foi baleado à queima-roupa depois que se afastou do grupo principal para reunir uma parte do gado que estava separada.
Ele é acusado de ter feito um ataque contra servidores públicos, invasão de terras indígenas e por ações violentas contra aldeias e comunidades indígenas. Além da morte do agente do Ibama, ele também é suspeito de ter participado de outras ações violentas registradas de dezembro de 2024 a maio de 2025 e de ter retornado de maneira não-autorizada a um território indígena mesmo depois de ser notificado para desocupação.
A investigação da PF indica uma possível ligação com o ataque a uma equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em janeiro deste ano. Na ocasião, uma viatura da Funai foi alvejada em uma operação.
A Terra Indígena Apyterewa passa por uma escalada de tensão depois que, na semana passada, um funcionário da Associação Indígena Tato'a, do povo Parakanã, foi vítima de um atentado a tiros dentro do território indígena. A PF identificou 15 disparos contra o carro em que a vítima estava. O trabalhador conseguiu fugir pela mata e caminhar até uma aldeia próxima para receber ajuda.
A TI Apyterewa, em São Félix do Xingu, é considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia. O território passa por constante pressão e ameaças de invasões, mesmo depois de uma operação de desintrusão realizada pelo governo em setembro de 2025. A região, habitada pelo povo Parakanã, enfrenta há anos conflitos fundiários, desmatamento e episódios recorrentes de violência.
A PF afirma que as investigações seguem em curso.
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