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PF negociará à exaustão com os indígenas

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
30 de Mai de 2005

Caso as negociações com os indígenas fracassem novamente, esta não será a última tentativa, garante o superintendente da Polícia Federal em Roraima, Francisco Mallmann. "Se não for possível trazer os policiais agora, amanhã [hoje] serão tomadas novas alternativas. Não existe a possibilidade de colocar em prática alguma ação sem antes esgotar todas as negociações. Cada dia que passa se buscam alternativas. Vamos negociar até a exaustão", assegurou.
Apesar disso, 300 agentes especializados em controle de distúrbios civis (CDC) estão prontos para invadir a maloca do Flexal. Muitos desses policiais estão hospedados no setor militar Marechal Rondon e os outros nos hotéis da cidade. Mil homens do Exército também estão mobilizados, mas eles não deverão participar diretamente da ação, por questões legais.
Eles fizeram o reconhecimento da área e montaram a estratégia de entrada e saída da aldeia. Segundo informações da inteligência da PF, a região foi toda geoprocessada e os federais dispõem de equipamentos capazes de identificar até uma picada no meio da mata, por meio de sensoriamento remoto.
Eles teriam conhecimento da posição de cada casa, cerca, morro e pista de pouso da maloca. Também teriam infiltrado informantes entre os indígenas rebelados.
Na opinião de policiais, o seqüestro dos agentes colocou em xeque a capacidade de mobilização da Polícia Federal e despertou um sentimento comum de que não podem deixar em risco os membros da corporação.
O sindicato da categoria também se envolveu na busca de uma saída pacífica para o conflito. O presidente da entidade, Fernando César Menezes, conversou ontem pela manhã com os dirigentes da Sodiurr. "Fizemos um apelo para que dessem um fim nisso, para que ponderassem junto aos outros tuxauas que esse conflito já chegou ao seu limite", frisou.

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