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PF investiga extração ilegal feita por madeireira no Pará

Tribuna de Imprensa-Rio de Janeiro-RJ
14 de Mar de 2003

A Polícia Federal do Pará está investigando denúncia contra a Madeireira Marajoara, de Novo Progresso, no sudoeste do Estado, acusada de montar uma milícia armada para invadir terras da União e promover a extração ilegal de madeira.

De acordo com o empresário Adécio Piran, proprietário do jornal "Folha do Progresso", que circula naquele município, o caso já é do conhecimento das autoridades do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.

Para retirar a madeira da floresta, segundo Piran, a Marajoara teria montado uma cooperativa de fachada, conhecida por Comajal. Depois disso, os madeireiros passaram a controlar duas estradas com aproximadamente 300 quilômetros cada uma dentro das terras da União Federal.

"Na área existe uma guarita com seguranças fazendo revistas nos carros. Lá, só entra e sai quem eles querem", afirma Piran. Na semana passada, foi invadida uma nova área da União, conhecida por Pantanal.

Durante a invasão, que teria sido comandada pelo segurança da Marajoara conhecido por Robertão, um ex-policial civil de Mato Grosso, famílias de trabalhadores rurais que viviam nas terras foram expulsas sob a mira de armas. No ano passado, durante operação realizada pela Polícia Federal, Ibama, Ministério Público Federal e Incra, a guarita montada pela madeireira dentro das terras da União foi desmontada.

Mas bastou os agentes federais saírem de Novo Progresso para que ela voltasse a funcionar. Embora procurados, os proprietários da empresa não foram localizados para se defenderem das acusações. Um funcionário da Marajoara disse apenas que seus patrões estavam viajando.

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