Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: RIBAMAR ROCHA
12 de Fev de 2004
A Polícia Federal enviou ontem à tarde uma equipe para a maloca do Canta Galo, na área indígena Raposa/Serra do Sol, para apurar o caso do incêndio de uma casa, um galpão e um depósito, ocorrido por volta do meio-dia de terça-feira, naquela comunidade indígena.
Formada por dois peritos e um agente, a equipe terá a missão de analisar se o incêndio foi criminoso ou acidental. A informação foi dada pelo delegado da PF, Eduardo Alexandre Fontes, que informou que só hoje pela manhã teria informações mais precisas sobre o ocorrido.
"Embora a equipe tenha a chegada prevista para hoje [ontem] à noite, só amanhã [hoje] teremos como repassar informações mais precisas depois de ter acesso ao relatório feito do local", afirmou.
O delegado afirmou que enquanto os peritos fariam a perícia, o agente estaria mantendo contato com pessoas da comunidade com a finalidade de pegar detalhes do ocorrido. "Queremos esclarecer o ocorrido de modo a não deixar dúvidas e gerar conflitos", disse.
Eduardo informou à Folha que tão logo ficou sabendo do incêndio entrou em contato com a comunidade para saber a veracidade da denúncia. "Entrei em contato com uma moradora que se identificou como Glória da Silva. Ela disse que realmente houve o incêndio, mas não soube informar se foi proposital", disse.
O CASO - De acordo com informações colhidas junto a lideranças indígenas da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur), o incêndio de uma casa, um galpão e um depósito na maloca do Canta Galo teria ocorrido ao meio-dia dessa terça-feira, depois da reunião do Conselho Indígena de Roraima (CIR), que estava acontecendo no Maturuca.
O líder da Sodiur, Silvestre Leocádio, acredita que a responsabilidade pelo incêndio é dos indígenas ligados ao CIR. Segundo informações, o incêndio teria destruído por completo as casas.
CIR - A Folha esteve ontem por duas vezes na sede do Conselho Indígena de Roraima na tentativa de colher dos líderes informações sobre as acusações de incêndio e baderna que lhes estavam sendo atribuídas, mas foi informada que nenhum representante se encontrava. Por telefone, a reportagem tentou fazer contato com o assessor de imprensa, André Vasconcelos, mas seu telefone caía direto na caixa-postal.
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