VOLTAR

PF envia delegados para terra indígena na divisa de PA e MT

Folha de S. Paulo-São Paulo-SP
04 de Mai de 2004

O superintendente da PF (Polícia Federal) em Belém, José Ferreira Sales, afirmou que mandará ainda hoje (04) dois delegados, com apoio do Exército, à terra indígena dos caiapós na divisa de Pará e Mato Grosso. Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), a área foi invadida por garimpeiros em busca de ouro.

A Funai informou ter localizado, durante sobrevôo na sexta-feira passada, "duas pistas de pouso clandestinas, oito balsas, dezenas de garimpeiros e várias máquinas de sucção no córrego Maria Preta, afluente do rio Xingu".

Sales afirmou que a PF fez contato em Redenção (PA) com o suposto dono garimpo. O superintendente informou que o garimpeiro se chama Santilo _ele não soube informar o nome completo.

Santilo informou à PF, segundo Sales, que o garimpo está desativo. "Vamos verificar, pois no sobrevôo [da Funai] foram vistas pessoas na pista [de pouso]. Precisamos saber o que elas fazem lá".

Devido à greve dos policiais federais, Sales afirmou que pedirá um helicóptero e homens ao Exército para acompanhar os delegados.
O administrador da Funai Megaron Txucarramãe disse que cerca de 300 caiapós guerreiros "estão revoltados [com a invasão] na aldeia". O grupo pode entrar em confronto com os garimpeiros, segundo Megaron.

No dia 7 passado, 29 garimpeiros de diamantes foram mortos por índios guerreiros cintas-largas dentro da terra indígena Roosevelt, em Rondônia.

A assessoria da Funai em Brasília informou que a invasão na área dos caiapós foi comunicada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República no dia 30.

O órgão da Presidência confirmou ter sido comunicado, mas não deu detalhes. Informou apenas que "adotou as providências cabíveis".

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.