VOLTAR

PF e Exército fazem operação contra garimpo ilegal em área indígena em Mato Grosso

G1 - https://g1.globo.com
12 de Mar de 2021

Havia risco de confronto, mas quando as equipes chegaram nas áreas ocupadas, os garimpeiros já haviam fugido. Equipamentos usados na exploração irregular foram destruídos.

A Polícia Federal e o Exército fizeram nesta sexta-feira (12) uma operação contra o garimpo ilegal numa área indígena em Mato Grosso.

As equipes saíram de madrugada, em comboio, de uma base improvisada numa cidade vizinha a Pontes e Lacerda, onde o garimpo ilegal foi encontrado.

Depois seguiram em pequenas embarcações pelo Rio Sararé. Havia risco de confronto, mas quando chegaram nas áreas ocupadas, os garimpeiros já haviam fugido. Agentes especializados em explosivos destruíram os equipamentos usados na exploração irregular.

A Terra Indígena Sararé tem pouco mais de 67 mil hectares e abriga o povo Nambikwara e fica perto da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

A reserva abriga espécies do Cerrado brasileiro e é rica também em minerais. Por isso, é alvo de grileiros e grupos que invadem a região atrás de ouro e madeira. De acordo com a polícia, além da destruição da mata, essas quadrilhas ameaçam indígenas e contaminam o meio ambiente.

O garimpo ilegal abre a cratera e usa o mercúrio para extrair o ouro. O metal pesado se espalha pelo solo e depois é levado pela chuva e por córregos até os rios da região. Um impacto incalculável, segundo ambientalistas.

"A expansão de novas áreas para garimpo tem se dado especialmente dentro de áreas protegidas, que são as terras indígenas e as unidades de conservação. Isso tem um impacto em toda aquela cadeia ecológica, não só no rio, como no entorno, nos animais que se alimentam daquele peixe, nos seres humanos que se alimentam daqueles peixes. É um rastro de destruição", explica a porta-voz do Greenpeace, Carolina Marçal.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/03/12/pf-e-exercito-f…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.