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Petista diz que recebeu doacao de madeireiras

OESP, Nacional, p.A13
07 de jun de 2005

Petista diz que recebeu doação de madeireira
Nelson Franciso
O presidente do PT em Mato Grosso, Alexandre César, confirmou ontem que recebeu dinheiro de madeireiros para sua campanha eleitoral de 2004, mas disse que as doações "não têm qualquer ligação com recursos irregulares". César afirmou que o dinheiro foi contabilizado e declarado na prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Nada havia na época da campanha que desabonasse as empresas e pessoas que contribuíram", disse o petista.
A Polícia Federal investiga a participação de políticos no esquema de desmatamento em Mato Grosso. Na semana passada, a PF prendeu uma quadrilha que lucrava com a devastação de 43 mil hectares no Estado. Filiado ao PT, o gerente executivo do Ibama é apontado como um dos chefes da quadrilha.
O ex-gerente executivo do Ibama em Mato Grosso Hugo José Scheuer Werle negou sua participação no esquema de corrupção de falsificação de guias de Autorizações de Transporte de Produtos Florestais no Estado.
Ao chegar ontem à superintendência da Polícia Federal para prestar depoimento em Cuiabá (MT), ele se disse inocente. "Todo o dinheiro que estão falando que eu ganhei ilicitamente foi ganho com muito suor durante os meus 18 anos de trabalho", afirmou. "As investigações estão equivocadas. Será fácil provar a minha inocência."
Até as 20 horas, Werle prestava depoimento e a imprensa não teve acesso às declarações .
Declarações de renda anexadas ao inquérito mostram que o patrimônio dele aumentou em R$ 426 mil desde que assumiu a gerência do Ibama, em Cuiabá, em janeiro de 2003. Werle, no entanto, declarou à Receita Federal uma renda anual de apenas R$ 79 mil. Para a Polícia, há indícios de que o dinheiro da corrupção não ficava só com ele.
De acordo com inquérito, Werle também teria usado o cargo para arrecadar fundos para campanhas políticas. Parte dos recursos teria financiado a campanha de um candidato do PT nas eleições municipais de Cuiabá em 2004. O dinheiro do esquema teria sido usado na campanha de Alexandre César, derrotado nas eleições.

OESP, 07/06/2005, p. A13

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