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08 de Mai de 2010
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai divulgar, na próxima terça-feira (11), em Brasília, os resultados da pesquisa sobre Acesso a Alimento e Fonte de Renda entre os indígenas brasileiros. Os dados revelam que, na composição da fonte de renda dos domicílios indígenas, 63,9% dos entrevistados citaram receber benefícios sociais, como Bolsa Família, aposentadorias e outros; 62% informaram exercer trabalho remunerado e 36,8% relataram a venda de produtos da agricultura/pecuária.
Estes dados sugerem que o Estado se faz presente, buscando universalizar o acesso aos benefícios, e fortalecendo e estabelecendo parcerias com instituições responsáveis por essas ações. A compra direta é o meio de obtenção de alimentos mais citados pelos indígenas (96,3%), o que sugere a influência de alimentos não tradicionais na dieta dos mesmos. O cultivo ou criação domiciliar foi citado por 83,2% dos indígenas, seguido da coleta (69%), da caça e pesca (64,7%).
Para coleta das informações, foram realizadas entrevistas com lideranças indígenas, chefes de postos da Fundação Nacional do Índio (Funai) e professores indígenas das comunidades, além de uma avaliação de documentos existentes.
Em relação às práticas coletivas para obtenção de alimentos, somente 29,2% dos entrevistados informaram a utilização de roças ou plantações coletivas, sendo o feijão, milho, mandioca, aipim, macaxeira, as culturas mais comuns para consumo, predominantemente interno.
Já com relação à criação de animais, observou-se essa prática por parte de 31,0% dos entrevistados, sendo a criação de gado a mais referida.
A disponibilização de cestas de alimentos foi uma prática lembrada por 41,1% dos entrevistados. Além disso, a merenda escolar esteve presente em 70% ou mais das aldeias pesquisadas. As Iniciativas Comunitárias/Vigisus II e Carteira Indígena/MMA foram mais apontadas em aldeias do Nordeste e Centro Sul.
Em relação à segurança alimentar, 59,2% dos entrevistados relataram ter sobra de alimento no domicílio ao longo do ano.
No entanto, 69,3% afirmaram que ocorre falta de alimento em algum momento do ano. Isso permite inferir que a mesma família pode passar por períodos de carência ou abundância de alimentos, significando que não há garantia de acesso ao alimento de maneira uniforme ao longo do ano.
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