O Globo, Rio, p. 15
18 de Fev de 2009
Pesca no Paraíba do Sul está suspensa até maio
Medida possibilitará repovoamento do rio após vazamento de pesticida que dizimou cardumes
Tulio Brandão
A Secretaria estadual do Ambiente informou ontem que o defeso de pesca no Rio Paraíba do Sul foi estendido até maio deste ano - três meses além do normal. De acordo com a assessoria do órgão, a atividade está suspensa para possibilitar o repovoamento por várias espécies após o acidente ambiental ocorrido três meses atrás, quando mais de oito mil litros do pesticida endosulfan vazaram da empresa Servatis no Paraíba do Sul. A secretaria anunciou ainda que as últimas análises feitas nos peixes da região não indicam mais níveis de contaminação acima do limite tolerado.
A Secretaria do Ambiente investiga ainda uma denúncia de que alguns pescadores teriam congelado o pescado contaminado com endosulfan para vendê-lo como produto fresco depois que a pesca no rio for liberada.
Ontem, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, reuniuse com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul (Agevap), do Comitê do Paraíba do Sul (Ceivap) e da Defesa Civil estadual para discutir a elaboração do Plano de Contingência que possibilite a prevenção de acidentes ambientais no rio, além de um controle mais eficaz de enchentes. Os próximos encontros serão realizados com representantes dos governos de Minas Gerais e São Paulo.
A Basf voltou ontem a contestar a inclusão da empresa na ação proposta pela Federação Estadual de Pescadores contra os responsáveis pelo acidente ambiental com endosulfan. A empresa afirma que não tem qualquer participação acionária na Servatis e que a federação agiu de má-fé ao incluí-la no polo passivo da ação. Segundo o vice-presidente da Basf para a América do Sul, Fernando Figueiredo, assim que a companhia for citada, entrará na Justiça para cobrar danos à sua imagem.
O Globo, 18/02/2009, Rio, p. 15
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